quinta-feira, 7 de abril de 2011

REALENGO

Estupidez e ignorância independem de políticas de desarmamento, do capitalismo, da religião, da internet. Faço parte da sociedade e me sinto chocado com tanta brutalidade. Não coloquem em mim essa culpa. Não me sinto culpado.

Tenho dois filhos e qualquer coisa que aconteça a crianças parece que aconteceu comigo. Me comovo diante de tantas lágrimas, tanto desespero e, ao contrário do senso comum, nunca penso que essas coisas não acontecerão comigo.

A única pergunta que faço é “por quê?”

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A IMPRENSA É O ALVO

Leio no Blog do Tambosi que na UFSC será realizada uma tal de Jornada Bolivariana - a SÉTIMA (!!!). Eis aí a liberdade de expressão: em nome dela, os jovens que entraram na vibe Hugo Chávez possuem todo o direito de discutir a futura cassação da liberdade de  expressão dos outros, que é o que acontece em países onde o Demente de Caracas conseguiu implantar seu modelito de ditadura esquerdista, portanto, virtuosa.

Enquanto isso, com a liderança de Ollanta Humala nas pesquisas, o Peru parece prestes a embarcar na aventura bolivariana. A imprensa do país já preparou a rolha e encostou na parede, já que o candidato elogiou o que La Kirschner está fazendo com os jornais argentinos, com total apoio de um sindicalista maluco, Hugo Moyano… Porra, daqui a pouco vou começar a pensar que nome é destino! Hugo, de novo? Não esquecer que Chávez ganhou um prêmio JORNALÍSITCO concedido por uma escolinha de comunicação vagabunda de La Plata.

A imprensa é o alvo, Humala já mandou o seu recado – não vale dizer, a bem da verdade, que ele não avisou. Na selva peruana, longe do bochicho limenho, os heróicos representantes do Sendero Luminoso esfregam a mão de contentamento...

PS - Gostaria de ver alguma opinião da esquerda iluminada e politicamente correta do Brasil-Pandeiro sobre Humala. Aqui, caíram de pau no Bolsonaro (em alguns casos, com certa razão) por causa de suas declarações ao CQC. Como não acredito em racistas e xenófobos do bem, o silêncio esquerdista sobre essas “qualidades” de Humala me deixa até contrangido.

ZARATUSTRA DE SETE FACES

Aos trinta anos, apartou-se Zaratustra da sua pátria e do lago de sua pátria, e foi-se até a montanha onde um anjo torto, desses que vivem na sombra, lhe disse: "Vai, Zara, ser gauche na vida!"

terça-feira, 5 de abril de 2011

PENINHA DOS JUÍZES QUE VÃO TRABALHAR COMO TODO MUNDO!

O Conselho Nacional de Justiça bateu o martelo e os expediente nas repartições do Judiciário tem que ser de 9 da manhã às 6 da tarde. Mas sabe como é, botar juiz pra trabalhar não é democrático. Dá uma pena desse pessoal! O exemplo dado pelos meritíssimos é que no Piauí é impossível pegar no batente de meio-dia às três. Coitadinhos! O ar-condicionado não deve dar vazão. A toga deve ser muito quente. Sugiro a mudança de todo o Judiciário piauiense pro Delta do Parnaíba. Lá deve ser fresquinho, correr uma brisa e, entre uma caipirinha e outra, à beira-mar, dá-se uma sentença aqui e outra ali. Os motoristas dos juízes também deveriam ficar de bobeira de meio-dia às três. Afinal, se faz calor pra trabalhar, deve rolar uma soleba suficiente pra deixar as meretíssimas em casa, sob aparelhos de 18 mil BTUs.

Juízes devem possuir algum diferencial na sua carga genética, pois ao contrário deles, garis e motoristas de ônibus trabalham normalmente em Teresina e sem reclamar. Se reclamar, creio, vão pra rua. Ao contrário do membros do Judiciário, claro, que possuem estabilidade no emprego: na presença e na gazeta.

Realmente, fico condoído com a situação dos pobres e lamurientos magistrados! Mas eis que nem tudo está perdido para esta casta brâmane tupiniquim: o ministro do STJ, Ari Pargendler, que demitiu um estagiário que ousou estar na sua frente num caixa eletrônico, recebeu um ato de desagravo do TRE-RS! Afinal, não se pode mesmo perdoar a ousadia de um “dalit” perante a figura imponente de um representante do Judiciário pátrio! Para seus parceiros iluminados do Rio Grande do Sul, as palavras do ministro, que foram “Sou Ari Pargendler, presidente do STJ, e você está demitido! Fora daqui!” soaram como “Pelos poderes de Greyskull, eu tenho a força” e o nobre representante da Justiça transformou-se num glorioso He-Man pronto a defender os membros da Etérnia Judiciária do Brasil-Pandeiro!

É isso aí!

Depois da reclamação dos magistrados, as obras do futuro Tribunal de Justiça do Piauí vão, enfim, sair do papel.

NO BRASIL, QUEREM FAZER INCLUSÃO SOCIAL NA MARRA

Vírus da intolerância ameaça IBC e Ines

Editorial do jornal O Globo em 5/4/2011

Semana passada, a comunidade de deficientes auditivos e visuais atendidos pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e pelo Instituto Benjamin Constant (IBC) foi surpreendida pelo anúncio, emitido de Brasília, de que, até o fim do ano, seriam fechadas as escolas de ensino básico para crianças e jovens, que funcionam nas duas instituições. O MEC parte do princípio de que alunos com necessidades especiais devem ser matriculados na rede convencional como forma de "inclusão social".

Para o MEC, manter tais escolas seria segregacionismo. Como é hábito em episódios como este, em que a uma decisão emanada da cúpula do poder no Planalto seguem-se reações da sociedade, o Ministério da Educação apressou-se a afirmar que não há qualquer ação prevista para as duas instituições. Pode ser. Mas o extenso histórico de medidas com o viés do politicamente correto, em obediência à linha ideológica de áreas do PT e adotadas desde o primeiro governo Lula, recomenda prudência e boa dose de ceticismo em relação ao desmentido.

Afinal, não é a primeira vez que o governo federal tenta empurrar goela abaixo da sociedade uma pílula supostamente progressista, que, na realidade, é um composto no qual mal se disfarça o DNA do autoritarismo e da intolerância. Trata-se da mesma matriz que moldou, por exemplo, a política de cotas raciais nas universidades - um arrazoado que, em nome do combate ao racismo e da "defesa de minorias", contrabandeia para a legislação do país uma experiência que, à parte o fato de ter sido inspirada em contexto cultural distinto da realidade brasileira, tem sido contestada, inclusive pela via judicial, em seu próprio país de origem, os Estados Unidos. Não é outra também a origem dos movimentos - que ganharam força ainda no primeiro governo Lula - cujo receituário para o tratamento de pacientes com doenças mentais prescrevia o fechamento de manicômios. Tendo por princípio o ideário da "inclusão", essas ações levaram à redução dos leitos psiquiátricos em todo o país, algo em torno de 80% entre 1989 e 2007, sem que o tratamento ambulatorial desse conta da demanda. Uma pesquisa de 2008 mostrava que em 146 municípios 30% dos doentes não haviam conseguido atendimento. Junte-se a isso um agravante: somente quem tem um parente com distúrbios cujo acompanhamento exige internação sabe o que significa manter em casa um doente nessas condições. O vírus da intolerância teve também seu lado risível no carnaval deste ano no Rio, com militantes defendendo a censura a um bloco que ousara citar em seu enredo Monteiro Lobato, por sinal outra vítima da sanha persecutória das baterias politicamente corretas. No recente caso do IBC e do Ines, embora seja louvável buscar a inclusão de alunos com necessidades especiais, o MEC ameaça cassar às famílias o direito de escolher qual o tipo de educação a ser dada aos filhos. E, não menos importante, não leva em consideração um dado inescapável: como acreditar que a rede convencional de ensino está capacitada a atender tais estudantes, se a crônica da Educação no país está recheada de exemplos dos quais salta a evidência de que a quase totalidade das escolas está despreparada até mesmo para os desafios do ensino convencional?

O politicamente correto se expressa na falácia da inclusão social

GRANDES REALIZAÇÕES DO GOVERNO DILMA

Marco Antônio Villa, hoje, no Globo:


Analisar a política brasileira não é tarefa fácil. Nada parece ser o que realmente é. O cenário sempre é confuso. Verdade e mentira se misturam facilmente. O diz que diz supera a discussão programática. Há um gosto especial pela fofoca, pela pequena política. As polêmicas tem a profundidade de um pires.

A presidente Dilma completou cem dias de mandato. É vista como um verdadeiro fenômeno. Elogiada por todos, até pela oposição. Todos louvam sua habilidade política e a capacidade gerencial. Alguns lamentam ter votado na oposição, tão eficiente é a sua gestão.

Contudo, ninguém consegue identificar algo relevante realizado pela presidente nestes cem dias. O que ela realizou de tão brilhante? Quais os projetos apresentados? E os resultados daqueles desenvolvidos desde 2003? Ninguém sabe, ninguém viu. Só os áulicos - e haja áulico como no Brasil - é que saúdam o nada, o vazio. Pior, o governo revelou incapacidade e inoperância administrativas raramente vistas no Brasil.

Vamos aos fatos. Nos últimos três anos cresceu a demanda por etanol em mais de 70%. Já a oferta cresceu cerca de 20%. O resultado só poderia ser este a que estamos assistindo: desabastecimento somado com uma disparada nos preços. Frente à grave situação, o governo resolveu importar etanol e aumentar a adição de água. Convenhamos, é inacreditável. A presidente tem quatro ministérios que poderiam ter observado esse problema no seu nascedouro: Minas e Energia, Agricultura, Planejamento, além da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Claro que esses ministros não se destacam pela competência, vivacidade, brilho e conhecimento das áreas pelas quais são responsáveis. Mas não é um problema nosso. Qualquer pessoa sensata não convidaria Edison Lobão sequer para tomar um café; mas a presidente o convidou para gerir um dos ministérios mais importantes do seu governo.

As grandes obras civis do PAC são um fracasso. Os episódios de Jirau foram a gota-d"agua. Das poucas obras que estão sendo realizadas, todas estão com os cronogramas atrasados, o que aumenta ainda mais os custos, além de deixar de apresentar resultados no prazo estipulado. A infraestrutura do país está em frangalhos. Nada funciona a contento. Todos os principais portos têm graves problemas. As estradas de rodagem federais estão abandonadas. Basta uma chuva para que desabem dezenas de pontes, criando sérios obstáculos à circulação de pessoas e mercadorias.

A economia está sem direção. A meta da inflação de 2010 foi superada, e a de 2011 - ainda em março - foi considerada pelo BC como inviável. Portanto, teremos dois anos (alguns estimam também que em 2012 o fato vai se repetir) com as metas estouradas. A presidente assiste passivamente à disparada dos preços e à retomada paulatina da indexação. Vê dentro do próprio Palácio uma guerra surda contra o titular da Fazenda. Nada faz. No fundo, até gostaria de rapidamente se livrar de um ministro que não foi escolhido por ela. No Brasil presidencialista, o Ministério é formado por imposições (não indicações) de oligarcas e, como no caso atual, por solicitações pessoais do ex-presidente Lula.

Os programas sociais patinam. Minha Casa, Minha Vida" não conseguiu atingir sequer 20% da meta. Mesmo assim, demonstrando enorme eficácia propagandista, foi lançada a segunda etapa, isto quando faltam entregar 80% das casas da fase anterior.

E a Educação e Ciência e Tecnologia? Como é possível desejar ser um país emergente com os péssimos indicadores nestas duas áreas? Faltam verbas e, inegável reconhecer, faltam gestores. Os dois ministros são ruins. O que foi planejado nestes cem dias? Quais os passos dados para alcançar as metas? O Brasil comemora ser sede de uma Copa do Mundo. Claro que é bom, mas quando comemoraremos um Prêmio Nobel de Física?

Falando em Copa do Mundo, é notável a incompetência dos gestores, especialmente do ministro Orlando Silva. Tudo caminha para o improviso e para a realização de obras com licitações duvidosas, justificadas pela necessidade do evento cumprir o cronograma. Quaisquer crítica ou denúncia serão consideradas impatrióticas, claro. Silva, ainda nos vemos, mas onde está o titular do Turismo? Em São Luís? Como é mesmo o nome dele?

A ineficácia governamental é evidente. A máquina está inchada. Virou (e já faz algum tempo) instrumento de apresamento partidário. A quantidade de ministérios é tão grande que a presidente não deve se lembrar de todos. Mas, não satisfeita com a estrutura herdada de Lula, resolveu deixar a sua marca: criou mais um ministério, o das Pequenas Empresas. Mesmo assim não ficou plenamente satisfeita: vai criar mais um, o da Aviação Civil. Somos, entre as democracias ocidentais, o país que tem o maior número de ministérios.

Deveríamos ter um planejamento estratégico. Mas como tê-lo tendo à frente da secretaria Moreira Franco? Como falar em planejamento, se o ministério que leva este nome só faz o orçamento (e mal, como vimos, com os cortes de 50 bilhões)? Como pensar e bem planejar o futuro?

O país vai caminhando como um avião com piloto automático. Não deverá ocorrer alguma bobagem, mas também não haverá nenhuma ousadia. Faremos a lição como um aluno bem-comportado, como aqueles que não pensam, mas reproduzem docilmente às solicitações da professora. Estamos perdendo um tempo precioso. O Brasil pode aproveitar muito bem suas potencialidades, ser ousado. Deixar de lado elogios baratos é um bom começo. Reconhecer que o governo é cinzento revela somente realismo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

AINDA BEM QUE DINHEIRO PRA PAGAR NÃO É PROBLEMA…

RIO - O escritor e cartunista Ziraldo foi condenado por improbidade administrativa na realização de um festival de humor no Paraná, em 2003. A sentença, emitida em 31 de março pela 2ª Vara Cível Federal de Foz do Iguaçu, condenou 11 dos 13 organizadores do festival - entre eles, o cartunista e seu irmão, Zélio Alves Pinto. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal e acusa a organização do primeiro Festival do Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu (FestHumor), bancada por verbas municipais e federais, de ter feito contratações sem licitação, além de pagamentos em duplicidade (remuneração dupla por um único serviço). No processo, consta ainda uma acusação de desvio de verba em uma ação para promoção do turismo em Foz do Iguaçu, custeada pela prefeitura da cidade. As informações são do site G1 .