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domingo, 4 de abril de 2010

DA SÉRIE: “É PRA ISSO QUE SE PERDOA DÍVIDAS DE PAÍSES POBRES?”

Taí, Lula, o resultado de seu programa de combate à fome na África:

O governo do Senegal, na África, investiu US$ 27 milhões na construção de uma estátua.

Considerada por muitos senegaleses um monumento ao desperdício de dinheiro público, para  o presidente senegalês, Abdoulaye Wade, a estátua representa um simbolismo do renascimento da África depois de cinco séculos  de escravidão e colonização.

A inauguração da controversa estátua teve a presença do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, há três décadas no poder e acusado de comandar um grande esquema de corrupção no país.

No topo de um morro, e com 50 metros de altura, a estátua mostra uma família estilizada e pode ser vista de boa parte da capital, Dacar.

Um grupo de opositores protestou durante a inauguração. Com faixas, eles diziam que dez hospitais poderiam ser construídos com o valor gasto na estátua.

Para acirrar ainda mais os ânimos, o presidente senegalês, que alega ser o autor do projeto, quer ficar com 35% da renda gerada com a exploração turística do monumento.

*     *     *

Lula foi no Senegal e se comoveu na Ilha de Goré. Taí o resultado.

Fonte G1.

domingo, 7 de março de 2010

É PRA ISSO QUE LULA PERDOA A DÍVIDA EXTERNA DOS PAÍSES POBRES?

RIO - Avenida Vieira Souto, 206. Este será o endereço da família Obiang no Rio, se concretizada a compra de um apartamento triplex em prédio de cinco andares projetado por Oscar Niemeyer há meio século: são dois mil metros quadrados de área útil, com rampa entre a sala de 720 metros e o pátio da cobertura, em ângulo com o magnético mar de Ipanema.

Os Obiang costumam se destacar nas listas das famílias mais ricas do planeta, como as da revista “Forbes”. Há três décadas detêm a hegemonia do poder e dos negócios na Guiné Equatorial, país do tamanho de Alagoas, onde 520 mil pessoas vivem em cima de um oceano de petróleo espraiado pelo Golfo da Guiné —o braço do Atlântico que invade a África, na região conhecida como coração geográfico da Terra, porque ali se cruzam as linhas do Equador (0º de latitude) e do meridiano de Greenwich (0º de longitude).

Leia mais aqui.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"DIAMANTE DE SANGUE"

image "Diamante de sangue" é uma espécie de "Cidade de Deus" só que passado num país inteiro. Para mim, infelizmente, já não existe mais novidade ao ver crianças empunhando fuzis, mãos serem cortadas e acho até que o pessoal de Serra Leoa deu sorte porque a "tecnologia" dos microondas dos traficantes do Rio ainda não chegou lá. Barbárie é igual em qualquer lugar. Claro que ainda não atingimos o estágio civilizacional de alguns países da África, mas não seria de se admirar se caminhássemos, até com certa serenidade para esta direção, até porque uma coisa nós sempre fizemos muito bem: botar a culpa de nossas misérias nos estrangeiros. Num determinado momento do filme o personagem Solomon, interpretado por Djimon Hounsou, que é este que segura o diamante cobiçado do filme, chega a dizer que os brancos negociam lá fora, mas não tem jeito: são os negros que brigam aqui dentro. Crianças aliciadas pelas forças rebeldes da Força Revolucionária Unida (URF) que queria derrubar o governo de Serra Leoa - e quase conseguiu -, treinadas para matar? Você já viu o Zé Pequeno fazendo isso com um moleque num beco da Cidade de Deus. Territórios de um país controlados por facções rebeldes (rebeldes o catzo, foras-da-lei mesmo), você vê em qualquer favela carioca. Nem o presidente da República pode entrar lá sem autorização.

É um bom filme, claro. Boas atuações do Leonardo Di Caprio, Djimon Hounsou (Digimon?), já citado, e a atormentada jornalista de Jennifer Connelly, que faz parte do coro do "Oh, o que estamos fazendo com este continente?!"

Repito: não há novidade para os cariocas em "Diamante de sangue".

Ah, sim: a luta de Solomon Vandy deu resultado, embora o contrabando de diamantes ainda alimente algumas fortunas sujas. O filme, naquela parte dos textinhos finais que dizem o que aconteceu depois da história contada (adoro filmes assim!), faz campanha para que só se compre diamantes limpos, ou seja, não provenientes do contrabando. Well, não seria o caso de descriminalizar o contrabando para se evitar mais violência e caos na África?

Uma última informação oriunda do filme: Serra Leoa está em paz.