“(…) a diplomacia brasileira que ser um player mundial. Não consegue. Em um mundo dominado por Johns Waynes, o Itamaraty age como Oscarito.”
Do Blog do Villa.
"Quem procura o que não perdeu quando acha não reconhece." (Mestre Marçal)
“(…) a diplomacia brasileira que ser um player mundial. Não consegue. Em um mundo dominado por Johns Waynes, o Itamaraty age como Oscarito.”
Do Blog do Villa.
Ainda não foi dessa vez que Elio Gaspari denunciou a privataria petista em Belo Monte. Será que ainda vai fazer isso? Sobretudo agora que a sua farsa em relação à privataria tucana foi desmoralizada?
FLORES NO TÚMULO DE TANCREDO
Demétrio Magnoli
Para onde pender Minas Gerais, se inclinará o Brasil, imaginam os estrategistas de José Serra e Dilma Rousseff. A candidata do PT inaugurou sua campanha solo com um périplo mineiro e - entre tantos lugares! - enveredou pelo caminho de São João Del Rei, até o túmulo de Tancredo Neves, no qual depositou flores. O gesto recende a oportunismo eleitoreiro paroxístico, e também é isso. Mas não é só isso: Dilma está fazendo uma declaração sobre a História - ou melhor, uma declaração contra a História.
Lula e o PT acercaram-se de Delfim Netto, celebraram com Jader Barbalho, aliaram-se a José Sarney, trocaram figurinhas com Paulo Maluf, assopraram as cicatrizes de Fernando Collor. O que é um Tancredo perto disso? Uma diferença, entre tantas, está na circunstância de que a figura homenageada deixou o mundo dos vivos para ingressar no firmamento dos símbolos. Tancredo é uma representação: o ícone da transição pactuada que deu origem à Nova República. O PT vilipendiou aquela transição e decidiu não fazer parte da ordem que nascia. Primeiro, expulsou seus três deputados que votaram por Tancredo no Colégio Eleitoral. Depois se recusou a homologar a Constituição de 1988. O que fazia Dilma no berço simbólico de tudo o que o PT queimou na maior encruzilhada de nossa história recente?
A coerência absoluta é privilégio das seitas políticas, responsáveis apenas perante seus próprios dogmas. Todos os partidos de verdade, aqui e alhures, experimentam ambivalências ao olhar para trás, na direção de seu passado. Mas o lulopetismo encontra-se numa categoria separada. A narrativa histórica implícita na peregrinação ao túmulo de Tancredo se situa em algum ponto entre a esquizofrenia e o distúrbio bipolar. E, no entanto, há método na loucura.
O PT surgiu como leito de confluência de muitas águas e diferentes histórias. Na média, identificava-se como um partido de ruptura, socialista mas avesso ao "socialismo real". Depois, à medida que se aproximava do poder, converteu-se num partido da ordem. A conversão, contudo, jamais assumiu as formas de uma releitura honesta de seu passado e de uma crítica política de suas ideias originais. A antiga corrente liderada por José Genoino bem que tentou, mas o PT não seguiu a dura trilha de aggiornamento pela qual, ao longo de meio século, os partidos marxistas da Segunda Internacional se transformaram na atual social-democracia europeia. Na hora do triunfo de Lula, a distância incomensurável entre palavras e atos teve de ser vencida pelo recurso a um salto fraudulento: a Carta ao Povo Brasileiro, produzida por ex-trotskistas e assinada pelo candidato como negação do programa partidário. Não é trivial encarar o passado quando se joga esconde-esconde com a política.
Lula pilotou a política econômica com o software elaborado por FHC e foi buscar no ninho tucano o operador dos manetes do Banco Central. Dilma jura que rezará as três orações do livro da ortodoxia: câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. Paralelamente, as resoluções do Congresso do PT de 2007 lamentam a queda do Muro de Berlim e reiteram tanto as "convicções anticapitalistas" quanto o compromisso com a "luta pelo socialismo". No partido, desde as crises da cueca e do caseiro, ninguém mais ousa sugerir um aggiornamento - uma carência que se traduz pelo agravamento dos sintomas de esquizofrenia. A dicotomia se desenvolve como uma bifurcação de negações complementares: a prática de governo lulopetista não pode encontrar expressão na plataforma partidária e as palavras escritas pelo partido não podem encontrar correspondência nos programas de governo.
Já existem duas versões da História do Brasil, tal como narrada por Lula. A original, apoiada na chave da ruptura, diz que a Nação alcançou a independência com a inauguração de sua presidência, após a longa noite de "500 anos" na qual "a elite governou este país". A segunda, apoiada na chave da continuidade, diz que Lula restaurou uma estrada de emancipação projetada por Getúlio Vargas ("o presidente que tirou toda a Nação de um estágio de semiescravidão"), implantada por Juscelino Kubitschek ("quem conscientizou o País de que o desenvolvimento nacional é uma prerrogativa intransferível de um povo") e pavimentada por Ernesto Geisel ("o presidente que comandou o último grande período desenvolvimentista do País"). As duas versões lulistas são contraditórias entre si, mas convivem na harmonia perfeita do distúrbio bipolar.
No inverno de 1077, o imperador excomungado Henrique IV viajou ao castelo papal de Canossa e aguardou à porta, sob a neve, por três dias e três noites, até receber o perdão de Gregório VII. A peregrinação de Dilma à Canossa tropical do lulopetismo equivale à adição de um novo capítulo na versão continuísta da História do Brasil. O que o capítulo adventício acrescenta ao conjunto, em termos de sentido?
Há uma invariante nas narrativas lulopetistas sobre o passado, que é o conto de uma queda. Nas duas versões, a presidência de FHC representa uma catástrofe existencial: a venda do templo e a conspurcação dos lugares santos. Para todos os efeitos, FHC desempenha o papel de chefe supremo dos "exterminadores do futuro", na frase fresca de uma Dilma que acabara de se ajoelhar diante do túmulo de Tancredo. O capítulo novo, escrito em São João Del Rei, estende a narrativa da continuidade e demarca o lugar exato do abismo.
A escalada nacional rumo à montanha da glória começa em Vargas e prossegue com Juscelino, Geisel e Tancredo, até se desviar com FHC, projetando a Nação nas profundezas do vale da desolação. Sob a liderança de Lula, a montanha foi afinal conquistada. O despenhadeiro, porém, continua à vista e uma melodia encantatória ameaça reconduzir-nos, de olhos vendados, para a perdição. Dilma depreda a história - a nossa, a dela, a do PT. Mas há método na loucura.
O Globo, 15 de abril de 2010.
Um país onde o presidente é multado por campanha eleitoral irregular pode ser um mediador sério de conflitos internacionais?
Um país onde se discute se stand up é teatro ou não é pode ter cadeira no Conselho de Segurança da ONU?
FIDEL PAREDÓN CASTRO
Jornal do Brasil - 12/04/2010
Em 1958, eu era estudante de Direito. Nossa turma, formada por pessoas que viriam mais tarde a destacar-se como Sydney Sanches, Márcio Tomás Bastos e Claudio Lembo no regime aberto e descontraído do presidente Juscelino Kubitschek, ora se dedicava, fora os assuntos curriculares, à literatura, ora aos temas políticos . Entre nossos contemporâneos, estavam Lygia Fagundes Telles, Paulo Bonfim, Mário Chamie, Ivete Senise Ferreira, Manoel Gonçalves Ferreira Filho, Dalmo Florence, Dalmo Dallari e outros que participavam também das diversas vertentes de atividades acadêmicas no Largo de São Francisco.
Lembro-me, também, de que o meu grupo em particular, prezando profundamente, como futuros advogados, a liberdade e o direito de defesa, sentia-se, naqueles tempos, violentado diariamente pelas notícias sobre o regime de Fidel Castro, especialmente os famosos paredóns, para os quais os adversários políticos do governo cubano eram enviados para fuzilamento, sem defesa.
Nós o apelidávamos de Fidel Paredón Castro e o tínhamos por genocida.
No último dia 21 de março, a Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre os paredóns. A dúvida colocada é se teriam sido apenas 3.820 os fuzilamentos (números oficiais) ou 17.000, segundo O livro negro do Comunismo, escrito em 1998 por um colegiado de acadêmicos franceses, incluídos nesse número os que foram fuzilados depois de 1958.
Infelizmente, a perseguição a opositores e os 100 mil prisioneiros políticos mencionados no referido livro, ou os 20 mil mencionados por Fidel, em entrevista a revista Playboy americana , em 1967, demonstram que a tirania cubana é, ainda, uma das maiores máculas da política latino-americana, que, bem ou mal, procura os caminhos da democracia.
Muito me impressiona, portanto, que se lance, no Brasil, um Plano Nacional de Direitos Humanos, inspirado nas idéias de alguns amigos de Fildel Castro que, para além de permanecerem fiéis e orgulhosos desta amizade, a ponto de se acotovelarem a cada oportunidade de serem ao lado dele fotografados, calam -se, inexplicavelmente, ante as contínuas violações a tais direitos perpetradas em Cuba, assim como na Venezuela de Chávez e no Irã de Ahmadinejad, dois outros amigos preferenciais do presidente Lula, nos últimos tempos. Estou convencido de que, se o presidente Lula tivesse mantido sua independência e postura de magistrado assumida nos primeiros seis anos de presidência, seria hoje o nome mais cotado para o Prêmio Nobel da Paz. A desfiguração de sua imagem deveu-se, desde o episódio de Honduras, à defesa intransigente de ditadores como Castro.
Democrata que sempre fui, em meus escritos, livros, conferências sempre ataquei todas as ditaduras de esquerda ou de direita principalmente as de Pinochet e de Fidel, embora Pinochet tenha feito do Chile uma nação desenvolvida e Fidel uma das mais atrasadas economias das Américas implantadas por Hitler ou Stálin, Mussolini ou Ceacescu, Franco ou Mao. Não posso, portanto, reconhecer como democratas aqueles que atacam os ditadores de direita, mas acariciam o ego dos ditadores da esquerda. Tal comportamento faccioso e contraditório denota que não passam de aprendizes de ditadores.
Cuba é uma ditadura. E se o Brasil interveio, sem razão, na democracia hondurenha, cuja Constituição impunha a destituição de Zelaya, por seu artigo 239, não há porquê, tanto nas ditaduras em gestação, como na Venezuela e no Irã , como na cinquentenária ditadura cubana, não apoiar os movimentos legítimos do povo destes países em prol da democracia e do efetivo respeito aos verdadeiros direitos humanos.
* * *
É pra recortar e colar na parede.
Os grifos, obviamente, são meus.
Então quer dizer que o Messias do ABC vai tomar satisfações do Obama quanto às armas nucleares só pra defender o Maluco de Teerã? Imagino a cena: Lula, Amorim, Obama e uns assessores do presidente afro-negão americano…
LULA – Amorim, traduz aí pra mim… Cumpanhêro Obama, tem que acabá com todas as arma nucleá agora!
OBAMA – Oh, yeah, dude!
LULA – Não pudemo deixá o Ahmdime… o Adimej… ah, o cara lá dos Irã isolado… Coitado! Ele é gente boa à beça…
OBAMA - (DEPOIS DE UM BOCEJO) Yeah, yeah…
LULA – Então é isso. Espero que tu saiba que eu tenho o vírus…
OBAMA - (ASSUSTADO) Virus???
LULA – Da paz!!! Da paz!!! E ó… Vamo destruir o arsenal nucleá já!
Lula e Amorim saem. Obama e seus assessores começam a rir a bandeiras despregadas.
OBAMA – Waalll, quem esse sujeito pensa que é?
ASSESSOR 1 – Quem mandou o senhor dizer que ele é o “cara”?
ASSESSOR 2 – Agora ele tá se sentindo…
OBAMA - (SEM GRAÇA) Foi mal… Foi mal…
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, terá de reassumir a função de técnica da Fundação de Economia e Estatística Siegrefried Emanuel Heuser (FEE), do governo do Rio Grande do Sul, sob pena até de demissão por abandono de emprego. Há anos Dilma estava à disposição do governo federal, “com ônus” para o governo gaúcho, mas a governadora tucana Yeda Crusius revogou a cessão.
Assim não pode
Dilma Rousseff tem fama de “caxias”, mas em sua ficha funcional já constam três faltas ao trabalho: ela deveria ter reassumido no dia 1º.
Demissão iminente
Como não se cogita que Dilma Rousseff abandone a campanha para voltar ao emprego em Porto Alegre, espera-se que ela se demita.
Via Claudio Humberto.
Fudilma, a candidata de Nhô Lula, agora é Garotinho desde garotinha. Em 2006, quando Alckmin, candidato do PSDB, se aproximou de garotinho, Ciro Gomes e Tarso Genro zoaram geral o Picolé de Chuchu. E agora?
Agora nada. Agora, Fudilma está aliada ao que há de mais virtuoso na política nacional: os coronéis do Maranhão ou Famiglia Sarney, Jáder Barbalho, Renan Calheiros, Severino Cavalcanti, Paulo Maluf, tutti buona gente. Não há terrorismo virtual ou real que apague isso.
Mais um pouquinho e Fernandinho Beira-Mar declara apoio à papagaio de pirata de Sinhozinho Inácio.
Augusto Nunes arrasa mais uma vez o Herodes do Maranhão. Em qualquer país sério, Ricardo Murad já teria pedido pra cagar e sair fora. Aqui, ele é um dos tocadores de tuba da gang dos “honoráveis bandidos” e acha que pode calar jornalistas na base de gritinhos histéricos como faz no seu feudo. É da turma dos homens incomuns, como disse Lula.
De Augusto Nunes:
Se a lei valesse para todos, se não houvesse bandidos incomuns, Ricardo Murad já teria saído de cena em desabalada carreira, ouvindo a sirene do camburão, e estaria há tempos homiziado em lugar incerto e não sabido. No Brasil presidido pelo padroeiro dos delinquentes de estimação, os integrantes do clã [Sarney] nunca tiveram de reunir-se num pátio de presídio. E continuam engordando sem sobressaltos o prontuário cada vez mais abrangente.
Ricardo é pai de Isabella, 26 anos, dois dos quais pendurada na folha de pagamento do funcionalismo fantasma. (…) A funcionária sem função vivia em Barcelona a boa vida garantida pelo salário ampliado por mesadas paternas. O dinheiro que sobrou para Isabella é o que não existe para as isabellas do Maranhão.
Murad é cunhado de Roseana Sarney. Roseana Sarney é filha de José Sarney. José Sarney é aquele escroto que Lula defende, apoia, lambe as botas e diz não ser um homem comum.
Sei que muitos já devem ter lido este texto de João Ubaldo na internet ou nos jornais (onde foi publicado no último domingo). Mas vou pecar aqui pela repetição porque é um texto que precisa ser espalhado. Os grifos são meus.
* * *
Sei que talvez me repita um pouco hoje, mas, no momento, é difícil desviar a atenção para outro assunto. Refiro-me a Hugo Chávez, a quem assisto num clipe que me mandaram por e-mail, declamando seu bestialógico padrão e terminando em "¡muerte!" outra vez, com a habitual vaniloquência fanfarrona que, apesar de "de esquerda", parece mais com o figurino de Mussolini. Não tenho nada com isso, havendo por graça divina nascido do lado de cá do Oiapoque, mas, como já observei antes, fico passado de vergonha com essas coisas. Chega desse negócio de "muerte", que parece coisa de dramalhão mexicano da década de 50 do século passado, não sei como se consegue aturar essa palhaçada, ainda mais estrelada por um caudilho de meia-tigela. Até aqui mesmo, em meio a nosso atraso, já deram o último grito desses há bastante tempo e, segundo muito se comenta, não resultou nem em independência nem em morte.
Além disso, é difícil aguentar a mesma cantilena antiamericana com os quais os mais velhos já torravam o saco das novas gerações há décadas, a ponto de se atribuir aos gringos até surtos de catapora. Primeiro, tem a conversa de que, com cinquenta caças russos e mais uns tantos foguetes de São João, ele está preparado para enfrentar o poderio bélico americano, confronto que, como sabe todo mundo, só poderá ser deflagrado depois que for explicado aos americanos o que é um chávez e de que se trata a Venezuela. Em seguida, vem a convicção de que os mencionados americanos perdem horas de sono com o que uma aguerrida Venezuela pode fazer a eles. Não deixa de ser interessante, porque é do conhecimento geral que o sulfuroso petróleo venezuelano tem mercado restrito e os Estados Unidos são de muito longe seu freguês mais importante. Ou seja, bastava, para acabar logo com a farofada, que os americanos não comprassem mais o petróleo venezuelano. Mas imagino que isso ia gerar protestos, inclusive do Brasil, por resultar em odiosa pressão econômica, interferência nos negócios internos de um país soberano e semelhantes papos, além da ajuda humanitária que acabaria tendo de ser mandada para lá e demais chateações.
Agora, outra vergonha e outra manifestação de atraso, entre as que quase todo dia chegam da Venezuela: mais sufocamento da liberdade de expressão. Desta feita um político anti-Chavez foi preso por dar uma entrevista considerada ilegal, ou seja, que continha algo do desagrado do governo, que, lá como aqui, se confunde propositadamente com o Estado. E, com certeza, a autoridade que fez a prisão garantiu e garante que ela não tem nada a ver com o fato de que o preso concorreu à presidência da Venezuela na oposição e talvez ainda venha a concorrer, se Chavez daqui para lá não se promover a marechalíssimo e protetor perpétuo do povo.
Pelo menos dois dos delitos definidos pela lei chavista são exemplares. O primeiro é o "incitamento ao ódio". Isto, é claro, significa qualquer coisa que se queira. Por exemplo, o governador Cabral podia ser enquadrado nessa lei, ao chorar por causa da emenda de Ibsen Pinheiro. Quantas velhinhas fluminenses não passaram a odiar o deputado Ibsen, por ter feito o paladino delas chorar tão sentidamente? E o segundo delito é a "difusão de informação falsa", o que, novamente, tem amplitude suficiente para abranger qualquer coisa, bastando para isso que o governo diga que essa coisa é falsa. Por exemplo, imagino que, se algum técnico venezuelano opinar que os apagões de lá são consequência de incompetência do governo, o governo aparece, brande as estatísticas que estão sempre à disposição de qualquer governo e prende o técnico, não por delito de opinião, decerto, mas por divulgar informação falsa - a cadeia é a mesma, mas ninguém pode alegar que motivo da prisão também é.
Como, no Brasil de hoje, o governo e seus prepostos na máquina pública (que devia ser do Estado, mas é do governo) parecem estar empenhados em regulamentar todos os aspectos de nossa vida, venho até estranhando que não tenham ressuscitado a regulamentação da profissão de escritor, um projeto que já ocupou o Congresso e que também era "de esquerda". Regulamentada essa profissão, que, na definição concebida pelos seus defensores, incluiria até mesmo os redatores de bulas de remédio e, com um pouquinho mais de esforço, os autores das comunicações internas dos condomínios residenciais, a primeira providência seria, naturalmente, sindicalizar os escritores. Depois viria a obrigatoriedade, para quem quisesse escrever, de filiar-se ao sindicato, pagar o imposto sindical e as mensalidades e seguir as orientações da categoria. Entre estas, com certeza, terminariam por constar diretrizes baixadas em assembleias gerais com a participação de cinco escritores profissionais, dez mil escritores eventuais e quatrocentos mil inéditos. Como, no sofisticado Brasil de hoje, se acredita que democracia quer dizer tirania da maioria, o escritor que se recusasse a aderir às posições do sindicato poderia ser expulso dele, passando assim a não ter mais direito de exercer a profissão. Quanto às editoras, é bem possível que o projeto venha a ser reformulado para obrigar qualquer editora que atue no Brasil a obedecer a uma pauta de publicação. Poderá ser criada uma lista de temas obrigatórios definidos pelo Conselho Nacional de Literatura e, com certeza, será aprovado um dispositivo que imporá às editoras dedicar um significativo percentual de sua produção a títulos de autores inéditos, outro a autores de cada Estado mediante indicação dos conselhos estaduais, outro a mulheres, outro a idosos e, finalmente, conquista das conquistas, a quotas para escritores negros. É, isso tudo realmente dá um certo cansaço. Mas não se pode descansar, porque o preço do descanso é a vitória do atraso e da burrice.
Ou mais um capítulo de “Onde tem grana pública, tem petista no meio”.
Do site de Claudio Humberto:
Saúde indígena: negócio milionário para ONGs petistas
A medida provisória, do presidente Lula, que transfere da Funasa para uma nova secretaria do Ministério da Saúde o atendimento à saúde dos indígenas, foi uma exigência de um grupo de 61 ONGs (organizações não-governamentais) controladas por petistas. Essas ONGs foram excluídas da Funasa após aplicarem um “tombo” de R$ 45 milhões de recursos públicos de cuja aplicação não prestaram contas.
Olho na grana
As ONGs petistas, que perseguem dinheiro público, estão de olho no orçamento anual de R$ 400 milhões para atenção à saúde indígena.
ONGs no céu
Além do gordo orçamento, as ONGs receberão uma grande estrutura, com 690 veículos, aviões, 26 casas de apoio e muitos cargos.
Território ocupado
As ONGs “indigenistas” queriam a nova secretaria para o PT porque tanto o Ministério da Saúde quanto a Funasa são territórios do PMDB.
* * *
A canção “Vida bandida”, de Lobão e Bernardo Vilhena, trazia os seguintes versos:
“Ainda não inventaram dinheiro que eu não pudesse ganhar.”
É a cara do PT.
Pelo número de votos na opção “Caído” embaixo dos posts, vejo que os petistas estão baratinados. Não que todos os meus textos mereçam nota 10. Claro que não. Mas tem voto em “Caído” em tudo que é lugar. Eles começaram a caçar os blogs que não fazem parte do “time”, da pistolagem. Por isso, voltei a tirar os comentários.
Aqui, neste blog, eles não terão espaço. Aqui, continuo achando escroto quem faz campanha antes da hora, quem apoia a greve da Bebel/Zé Dirceu, quem menospreza o TSE, quem inaugura universidade com barro no campus, quem infla números de PACs e afins, quem apóia Sarney, Renan e Barbalho, quem apóia Fidel e a bandidagem cubana, quem apóia o Demente de Caracas, quem diz que não se mete em assuntos de outros países (só Honduras, claro), quem está debaixo do chicote do pistoleiro Zé Rainha, quem apóia o inconstitucional MST, quem acha que o Maluco do Irã tem que ter bomba atômica, enfim, aqui, neste pedaço de web, eu chamo de ESCROTO quem é ESCROTO.
Fudilma vai ganhar? Vai perder? Ora, sei lá. Só sei que HOJE os petistas TOMARAM NO CU. NOVE PONTOS ATRÁS. E vou dormir mais feliz.
Taí a resposta.
E Bebel tá é com medo de perder a bocada no Conselho Nacional de Educação. Logo lela, que não tem codições intelectuais de passar nem pela porta…
Kátia desafiará o governo a gerir uma fazenda
A presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), desafiará o governo Lula. Vai pedir um real a cada produtor (são cinco milhões), adquirir terras onde o governo indicar e entregá-las aos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Reforma Agrária, para que viabilizem qualquer atividade eficiente e rentável – submetida, claro, às leis e regras que são impostas aos produtores.
Caso pensado
Com seu desafio, Kátia Abreu mostrará que as exigências do governo, de tão absurdas, parecem criadas para inviabilizar o agronegócio.
Via Claudio Humberto.
Vejam o que diz Ibsen Pinheiro:
"A estratégia de colocá-la em votação no plenário teria que ser do governo. Se não tem o interesse do governo, não tem essa votação. A matéria jamais chegaria ao Plenário, porque ela depende da urgência dos líderes."
Leia mais aqui.
Cuba? Onde?
No auge da crise em Honduras, o Brasil pediu à ONU que investigasse “abusos de direitos humanos” contra os opositores, e pediu proteção para o presidente deposto Manuel Zelaya, “ameaçado” na embaixada.
Via Claudio Humberto.