sábado, 18 de abril de 2009

EU SOBREVIVI A DOIS FILMES

Ontem, antes de dormir, encarei a "Menina de ouro" do Clint Eastwood. Gosto de personagens que partem e nunca mais voltam. Há um bom embate sobre a eutanásia, sobre o sucesso, sobre a idade "ideal" para alcançá-lo, sobre desejos e as relações familiares. Pô, o Clint é bom! É um filmaço.

Sobrevivi. Mas teimoso que sou, aluguei "Hotel Ruanda". É sinal de que os remédios estão funcionando. Estou vivo depois de ver as atrocidades entre tutsis e hutus em 1994. Um véu de silêncio cobriu o Ocidente - com raras exceções -, enquanto negros promoviam massacres entre si - e sem cotas! Era uma época em que Madonna e Angelina Jolie ainda não adotavam crianças africanas para combinar, sei lá, com o abajur de suas salas. Hoje em dia, ambas ofereceriam uma resposta a uma das perguntas do filme: "E o que vamos fazer com os vinte órfãos?" Ora, dá pra Madonna e pra Angeline, ué!

"Cortaram as árvores altas", "esmagaram as baratas", Frankie treinou "Mo Cushlei", a menina de ouro foi sabotada e estou de pé.

Mas pelo sim, pelo não, acho que amanhã vou assistir "Speed Racer"...

ADENDO: Digo no texto que um "véu de silêncio" cobriu o Ocidente em relação ao massacre de Ruanda. Não apenas isso. O governo americano, na época administrado pelos humanitários representantes do Partido Democrata sob a batuta de Bill Clinton, se recusavam até a usar o termo "genocídio", tal e qual Barack Obama que quer interromper o uso da palavra "terrorista" para designar... Bem, para designar terroristas...