E eu que pensava que a burocracia brasileira não poderia baixar mais o seu nível de demência… E isso é só o começo!
domingo, 7 de novembro de 2010
O CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PODIA DORMIR SEM ESSA: JOÃO UBALDO ENSINA COMO SE DEVE LER UM LIVRO
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MÚSICA CLÁSSICA AOS DOMINGOS–Nº 86: BRAHMS
Sinfonia #3, em fá menor, Opus 90 – Andante
Da grandiosidade na calmaria…
sábado, 6 de novembro de 2010
O ITAMARATY ME MATA DE VERGONHA
Quem mandou dar corda pro Brasil? Nós, agora, do alto de nossa irrelevância, nos damos ao luxo de ensinar ao país mais rico do mundo como é que se faz pra sair da merda mesmo que nós estejamos chafurdando nela…Seria de matar de rir se não me cobrisse de vergonha…
Por Jamil Chade, no Estadão.
O Itamaraty aproveitou ontem a primeira sabatina realizada pela ONU sobre a situação dos direitos humanos nos EUA para declarar que estava “preocupado” com o aumento da pobreza na sociedade americana e sugeriu ao governo de Barack Obama que amplie programas sociais.
“O Brasil nota com preocupação o aumento do número de pessoas vivendo na pobreza nos EUA e a persistente diferença racial”, afirmou a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo. “A desigualdade é refletida em áreas como moradia, emprego, educação e saúde”, disse.
O Brasil, um dos países mais desiguais do mundo, ainda deu sua sugestões sobre como os EUA deveriam tratar da pobreza: “O reconhecimento das necessidades fundamentais da população como um direito humano é um passo importante para superar a pobreza”, ensinou a embaixadora, que ainda criticou a política de imigração americana.
Não é só o sucesso que sobe à cabeça. O fracasso também faz dessas coisas.
Via Reinaldo Azevedo.
HISTORINHA BACANINHA PRA SÁBADO
"Conta-se que em certa região da Europa já não chovia há meses. Os agricultores estavam desesperados. Como é de costume na tradição judaica em períodos de seca, institui-se um dia de jejuns e orações. Desde tempos bíblicos, o jejum está associado à contrição e à concentração, ingredientes tidos como fundamentais para orações e rituais petitivos.
A dita cidade resolveu decretar um dia de orações e jejum para pedir por chuva. Todos acorreram à sinagoga, mas o rabino não apareceu.
Resolveram procurá-lo em sua casa e, para surpresa geral, ele estava tranqüilamente almoçando.
Perguntaram:
'Desculpe-nos pela intromissão, ilustríssimo rabino, mas acaso o senhor não sabe que hoje foi decretado um jejum?'
O rabino sem se abalar respondeu:
'Jejum? Por quê?', reagiu ironicamente.
'Porque estamos atravessando uma seca muito intensa. Por isso estamos nos congregando na sinagoga com muita fé à espera de milagres.'
O rabino foi, então, até a janela e, observando a multidão que acorria à sinagoga, disse:
'Fé? Estão todos indo rezar por chuva, mas não há um único indivíduo carregando um guarda-chuva.'"
(“As fronteiras da inteligência”, de Nilton Bonder)
UMA OU DUAS COISAS SOBRE “A ETERNIDADE E UM DIA”
Como o pessoal do Festival de Cannes adora um filme lento, não é mesmo? Aqueles planos que a gente costuma dar uma passadinha, porque, bem porque são lentos, longos e não raro chatos.
Este deve ser o meu ano Bruno Ganz. Não por escolha, mas por coincidência. Já vi “A queda”, “Asas do desejo” e agora, este “A eternidade e um dia”, onde ele interpreta um escritor que ajuda um garotinho que é refugiado albanês a voltar pra Albânia, país que era (ainda é?) a utopia de 11 entre 10 militantes do PC do B.
O filme tem planos lentos e longos silêncios, mas é bacana no que tem de passagem de tempo. Uma coisa bem resolvida em termos de flashbacks.
Uma dúvida: por que todo ator mirim francês tem a voz parecida com a do Jordy?
Belas palavras quando o protagonista Alexandre relembra a sua mulher Anna e lhe pergunta: “Quando tempo demora para chegar o amanhã?” E ela, linda, cabelos soltos, vestido dançando ao vento do mar, responde: “Uma eternidade e mais um dia.”
terça-feira, 2 de novembro de 2010
SOS EMERGÊNCIA MANDANDO VER
Bom, para quem me segue no Twitter, isso não é novidade e até algumas pessoas que frenquentam este pequeno minifúndio da web já sabiam que eu sou roteirista da Globo. Desde 1998. Agora, além de escrever o Casseta & Planeta, também estou na equipe de autores do SOS Emergência junto com Marcius Melhem e Daniel Adjafre (redatores finais e criadores do programa), além de Cláudia Gomes (minha antiga colega de faculdade), César Cardoso, Angélica Lopes e Adriana Chevalier. A pesquisa é de Giovana Manfredi.
Críticas negativas nós precisamos absorver para ver onde precisamos melhorar – críticas maldosas são ignoradas, claro. Agora, elogio é pra mostrar. E nada melhor que este texto da coluna de Patrícia Kogut, publicado hoje no Globo.
* * *
Quem comparou “S.O.S. emergência” ao programa de humor hospitalar “Scrubs” vai ter que rever os seus conceitos. Em sua segunda temporada, a casa de saúde aqui é um mero cenário praticamente sem interseção com a história. Dá para afirmar sem errar que “S.O.S.”, com seus draminhas de escritório quase sempre de caráter sexual, está mais para “The office”. A ação se concentra nas picuinhas do ambiente de trabalho e o roteiro aposta na força individual dos talentos. Nada de histórias amplas, que, num programa de humor, podem levar a cenas confusas ou à gritaria. Cada um tem a sua vez. É um acerto.
Anteontem, Marisa Orth e Bruno Garcia se digladiaram e não só nos diálogos. Tiveram direito a um duelo de olhares e piscadelas diante de câmeras reverentes. “S.O.S.” prescinde de claque: tem atores que sabem tudo sobre dar a dica da gargalhada. Mérito também do diretor, Mauro Mendonça Filho.
Ney Latorraca é um capítulo à parte. Com um currículo comprido de grandes personagens de humor, ele enche a tela como Dr. Solano. Fernanda de Freitas é uma revelação. Ela fez muitas novelas, mas parece ter se encontrado mesmo como comediante.
“S.O.S.” é despretensioso, diverte e não se arrasta. No fim, mostra as falhas de gravação, os ensaios, os risos sinceros dos atores fora do ar e prova que todo aquele humor é de verdade. Uma lição que Mauro talvez tenha trazido do “Toma lá, dá cá”, que usava do mesmo expediente. “S.O.S.” fecha bem o domingo.
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LÊNIN, CORAÇÃO E MENTE 2 OU A DELICADEZA DA ESQUERDA
“Camaradas! O levante kulak nos cinco distritos de sua região deve ser esmagado sem piedade. Os interesses de toda a revolução o exigem, pois a “luta final” com os kulaks está doravante engajada por toda parte. É necessário dar o exemplo: 1) Enforcar (e digo enforcar de modo que todos possam ver) não menos de 100 kulaks, ricos e notórios bebedores de sangue. 2) Publicar seus nomes. 3) Apoderar-se de todos os seus grãos. 4) Identificar os reféns do modo como indicamos no telegrama de ontem. Façam isso de maneira que a cem léguas em torno as pessoas vejam, tremam, compreendam e digam: eles matam e continuarão a matar os kulaks sedentos de sangue. Telegrafem em resposta dizendo que vocês receberam e executaram exatamente estas instruções. Seu, Lenin.
P.S. Encontrem as pessoas mais fortes.”
Fonte: O livro negro do Comunismo
Pelo que podemos ver, a prática do PT de considerar adversários como inimigos não é nova.
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UMA OU DUAS COISAS SOBRE “ASAS DO DESEJO”
A fotografia é do caralho, mas eu sempre tive a impressão de que, quando se fala que a fotografia de um filme é boa, é porque o filme não presta. O que não é o caso. O filme parece teatro falado, mas como é bem falado!
As perguntas que a “criança fazia quando era criança” eram as minhas perguntas… quando eu era criança. Esta é mesmo a vida real? Diante do espelho, por exemplo, eu me perguntava: e se a vida do outro lado é que for a verdadeira?
