Da coluna de Ancelmo Gois:
Só pode ser mal-entendido. Mas chegou à Imperatriz Leopoldinense a informação de que a família de Jorge Amado proibiu a escola de abordar a militância política do escritor baiano, enredo da verde e branco em 2012.
O carnavalesco Max Lopes não pode citar o assunto em fantasias ou alegorias, nem os compositores na letra do samba.
(…)
Amado foi constituinte em 1946, pelo PCB.
Ancelmo, espero que não seja um mal entendido e finalmente o clã Amado tenha sido dominado por uma súbita iluminação. Eu tenho vergonha de ter defendido aquele patife assassino do Stálin quando na UJS e acredito que isso aconteça com qualquer pessoa cujas sinapses estejam em pleno funcionamento. Todo apoio à família de Jorge Amado para que evitemos a proliferação de foices e martelos como símbolos da liberdade num palco iluminado por Xangô, Lênin e Lavrenti Béria na avenida em 2012! Skindô, skindô!
ATUALIZAÇÃO: A família de Jorge Amado negou que tenha vetado a abordagem da militância política de Jorge Amado no desfile da Imperatriz 2012. Não houve súbita iluminação da família do escritor e desde já espero a Ala Gulag, bem animada, cantando os esplendores de Stálin na Passarela do Samba. Evoé, camaradas!