domingo, 7 de junho de 2009

NASCIDO PARA MATAR, de Stanley Kubrick

A primeira parte, a do treinamento, é que a boa. Vincent D'Onofrio, na sua primeira aparição, já diz ao que veio. É a "Tropa de Elite", de Kubrick. Ou vice-versa: "Tropa de Elite" é que pode ser o "Nascido para matar" de Padilha. Mostra o pessoal que está indo pro Vietnã tendo que encarar o Capitão Nascimento deles num quartel nos Estados Unidos. Bem, é cruel. É uma crítica de Kubrick à guerra, mas não dá pra imaginar um treinamento "humanista" pra gente que vai enfrentar vietcongues dispostos a tudo... Mas fico imaginando como serão os treinamentos caso os americanos entrem numa guerra na Era Obama. Ao som de Geraldo Vandré, os soldados deverão entregar rosas a soldados inimigos com facas nos dentes, porque a flor deverá vencer o canhão. Tá bom, Geraldo Vandré é demais. Pode trocar por "What's going on?", do Marvin Gaye...

A segunda parte é um filme de guerra chato. Vi trechos de um seriado americano "China Beach", que se passava numa base americana no Vietnã, que me pareceram bem melhores.

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Zero um, pede pra sair!

MÚSICA CLÁSSICA AOS DOMINGOS - Nº 12: SCHUBERT



OVELHA E SEUS DEFENSORES! SÓ ME FALTAVA ESSA!

Tô há oito anos neste negócio de blog e neguinho pensa que ainda pode me enrolar.

E o que é mais incrível: por causa do Ovelha!

O sujeito que se assina como Jallin Habbei mandou primeiro este comentário:

Por que você rotula de bizarro o excelente Ovelha? Acaso você não respeita os que curtem e curtiram este ótimo cantor. Além de tudo, o Ovelha é uma figura humana sensacional. Bola fora, caro editor. Será que eu não considerarei bizarro os teus cantores preferidos?

Aí, eu respondi:

Oi, Jalin Habbei (trocadilho, hein?)! Acho que encontrei o único fã de Ovelha no Universo!

Se ele é uma figura humana sensacional, eu não sei. Não o conheço. Não sei se ele é generoso, se bebe, se fuma... Isso não me interessa.

Sim, você pode considerar bizarro os meus gostos musicais. Por que não? Qual é o problema? Abra um blog e senta a pua! No meu, Ovelha é bizarro...

Lógico que veio a tréplica:

Primeiro, não tenho tempo nem saco pra ter um blog. Tenho coisas mais importantes pra fazer. Segundo, um pouquinho de educação cairia bem em você. Se não gosta de críticas-e no caso foram construtivas, sem ofensas- feche esta porra, babaca.

Vejam que eu fui na bola. Apenas disse o óbvio: acho o Ovelha bizarro, disse que ele, o comentarista, tem todo direito de discordar de mim. E que se gosta do tal do Ovelha, que abra um blog e o defenda.

Aí o cara me chama de babaca e neguinho acha que eu tenho que ser educado com um merda desses. A resposta do leitor é um primor de bizarrice também: tempo pra ter blog ele não tem, mas pra defender o Ovelha, sim. Deve ser a tal coisa mais importante que ele tem pra fazer... Reli minha resposta e até agora quero saber onde fui mal educado. Irônico, sim. Mal educado, não. Publiquei a crítica dele e ele diz que não gosto de críticas e me manda fechar "esta porra"...

Ai, meu saco!

Então surge um outro defensor do Ovelha. Eu pensei que já fossem dois, que em breve seria perseguido por uma horda de ovelhistas, mas pelo jeito de escrever dá pra ver que é a mesma pessoa. Até mesmo no apelido o cara não consegue passar da fase anal: Tollin Habando:

Jalin e Persegonha, os Anos 60 não seriam os mesmos se não tivesse figuras como o Ovelha. Não tivesse dado ao Lula, eu diria que Obama, quando cruzasse com o Ovelha diria: 'Você é o CARA'.

Claro! Os anos 60 passariam sem os Beatles, sem os Stones, sem Roberto Carlos, sem Erasmo, sem Caetano, sem Chico Buarque, mas sem Ovelha, nem pensar!

Jalin Habbei (a fusão dos dois) ainda mandou outro:

Meus digníssimos Jalin Habbei e Adailton Persegonha, o editor desta bagaça não manja nada. Nem sabe da existência dos anos 60, a década da MELHOR música do Brasil, onde Ovelha foi parte integrante. Mas ele, o editor, chega lá... não sei quando, mas se for esperto, chega!

Hummm... Sei não... Mas acho que este comentarista É o Ovelha!

sábado, 6 de junho de 2009

SEXTA É DIA DE BIZARRICE SONORA NO SÁBADO

 

GALERIA DE PRESIDENTES DA REPÚBLICA DE STRATNIETVA

BARRIGUDINHA SELEIDA

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Primeira mulher a presidir a República de Stratnietva. Sob o seu governo foi adotado o Hino Nacional, cuja letra é a seguinte:

Araruta, araruta,

Hey, hey, hey

Stratnietva

(Esse troço é repetido 500 vezes.)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

FILMES QUE JÁ NASCEM CLÁSSICOS: ANNIE HALL

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Só mesmo o texto de Woody Allen para fazer valer a pena 90 minutos de um casal discutindo a relação...

Ah, sim, me recuso terminantemente a chamar este filme de "Noivo neurótico, noiva nervosa".

Participação especial de Marshall McLuhan, um dos grandes craques que adentravam ao gramado na época dos clássicos entre Apocalípticos x Integrados.

"A vida seria fácil se fosse assim."

DAVID CARRADINE

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Kung Se Fu

MUITO TRABALHO

Sinal de poucos posts.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

DE CABEÇA ERGUIDA

O Vasco foi eliminado da Copa do Brasil.

Não perdeu pra ninguém.

Durante alguns minutos, botou o Corinthians na roda dentro do Pacaembu.

Agora é a Série B. Se jogar como jogou hoje, sobe com facilidade, sem susto.

Pra quem pensava que ia ser fácil, a resposta foi dada no campo. Tem que respeitar.

Parabéns ao Corinthians.

SOBRE O JOGO DE HOJE

Acho que o Vasco para por aqui. Mas o coração cruzmaltino bate mais forte.

ELEIÇÕES EUROPÉIAS

João Pereira Coutinho nos fala da democracia nada democrática da União Europeia.

DISCUSSÃO REPUBLICANA

Do site de Claudio Humberto:

’Eu já disse por aí que você é viado?’, indagou o ministro dos Transportes a Minc

A reunião de avaliação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concluída agora há pouco no Palácio do Planalto, registrou um bate-boca inusual entre ministros. Tudo começou quando o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) se dirigiu a Alfredo Nascimento (Transportes) para cumprimentá-lo e o colega recusou o aperto de mão. "Não vou cumprimentar você". Minc reagiu afirmando que doravante somente se relacionaria "institucionalmente" com o ministro dos Transportes. "Nem institucionalmente!", disse Nascimento, irritado, lembrando que Minc o acusou de ligações com empreiteiros. Para espanto (e certo prazer) de outros ministros que assistiam à cena, Alfredo Nascimento olhou fixamente para o ministro dos Transportes e disparou: "Eu ando dizendo por aí que você é viado, para você falar mal de mim?"

A OI E A ÁREA DE RISCO

No Globo de hoje:

Justiça condena Telemar por não consertar telefone

Cliente foi informada de que seu endereço, na Penha, era área de risco

A Justiça determinou que Telemar pague uma indenização de R$ 5 mil a uma consumidora que ficou desde 2007 sem sua linha de telefone fixo. Segundo a cliente, moradora da Penha, seu número deixou de funcionar em dezembro daquele ano, depois de apresentar problemas técnicos por mais de sete meses. Na época, a empresa alegou que não poderia fazer a manutenção porque o endereço ficava em área de risco.

A decisão é da 15a Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que manteve a sentença da 4° Vara Cível do Fórum Regional da Leopoldina. O relator do processo, desembargador Celso Ferreira Filho, afirma que houve falha na prestação de serviço. Ele classificou a telefonia como um serviço essencial, do qual o cidadão não deve ser privado. Disse ainda que é um dever da empresa efetuar os devidos reparos, podendo, se necessário, solicitar o auxílio da força policial.

O magistrado lembrou ainda que a possibilidade da instalação das linhas telefônicas e a regular entrega das faturas mensais de cobrança do serviço demonstram, por si só, que é a viável efetuar a manutenção da linhas no local.

A Telemar afirmou ontem que vai recorrer da decisão. A empresa alegou que sua obrigação é zelar pela integridade física dos funcionários e contratados quando encontram situações de risco no trabalho de campo. A companhia afirmou ainda que tem alertado os órgãos de segurança pública competentes e a Agência Nacional de telecomunicações (Anatel), órgão regulador do setor, sempre que encontra dificuldades para a prestação do serviço.

A mesmíssima coisa aconteceu comigo. Como dependo muito de telefone e internet para trabalhar, acabei PAGANDO pelo conserto.

Foi em 2007 que o suplício começou. Cabos foram roubados e deram 10 dias de prazo para os reparos - o que, de fato, ocorreu. Da segunda vez, em dezembro do mesmo ano, mais roubos de cabo. E mais dez dias. Consertaram em nove, menos mal. Em fevereiro de 2009, mais roubos e a tormenta. A cada 10 dias, eles davam mais dez e passaram a alegar que a minha área era de risco. Não nego o fato: na ocasião, o conflitos entre a Polícia Militar e o pessoal do tráfico estava intenso. Mas depois tudo serenou durante alguns meses. E passaram a alegar difícil acesso. Acontece que a caixa onde as linhas ficavam fica AO LADO DO CORPO DE BOMBEIROS. Não me consta que a corporação construa quartéis em lugares de difícil acesso.

Depois a desculpa passou a ser manutenção na área. Aí eu perguntei:

- Manutenção numa área de difícil acesso? Passa pra outra desculpa que tem aí no menu que está na sua frente que essa não cola!

A desculpa da "área de risco" também mostrou-se esfarrapada. Cansei de ver carros a serviço da Oi subindo e descendo as favelas do Complexo do Alemão.

Foi aí que eu PAGUEI pelo reparo. Decisão única e exclusiva minha. Se não tivesse feito isso, estaria há mais de um ano sem telefone. E um rapaz fez até o trabalho de tirar as linhas telefônicas da caixa que fica na rua onde os cabos eram roubados. Uma decisão simples, que a própria Oi poderia ter tomado. As linhas agora ficam numa caixa de uma rua movimentada. Nunca mais foram levados.

O curioso é que só a Oi alega isso. O Correio trabalha aqui normalmente. A CEDAE, que cuida da água e do esgoto idem. A Light, que cuida da iluminação, ibidem. Empresas privasdas como a NET trabalham normalmente. Caminhões das Casas Bahia, do Ponto Frio e de outras lojas fazem suas entregas sem problema. Só a Oi tem problemas. Mas a sua conta chega certinho, a fatura não atrasa. Reconheço que a empresa me deu todos os descontos que pedi. Fiquei quase 3 meses sem pagar a conta por causa disso. Mas não quero descontos. Quero o serviço. Quero que o reparo volte à normalidade. Antes, você reclamava e no máximo uma hora depois o telefone ou a internet ou os dois juntos voltavam a funcionar.

Se a Oi tem tanto zelo assim pelos seus funcionários, poderia pelo menos alertá-los do perigo que correm,  a meu ver sem saber. Afinal, um dos seus funcionários mora a menos de 100 metros da minha casa, na mesma área de risco e seu carro "dorme" na calçada e nunca foi roubado...

A cliente está certa.

VISITE LUGARES IMAGINÁRIOS COM A PERSEGONHATUR

EBUDA

image No Atlântico Norte, ao largo da costa da Irlanda. Seus habitantes, poucos e selvagens, mantêm um terrível costume secular: a oferenda diária de uma menina a uma orca, a baleia assassina. A origem dessa cerimônia odiosa se perde no tempo. Proteus, guardados dos rebanhos de Netuno, apaixonou-se pela filha do rei da ilha e depois a abandonou, grávida, na praia. Furioso, o rei mandou matá-la imediatamente. Para se vingar, Proteus desencadeou contra Ebuda toda a fauna marinha: orcas e leões-marinhos invadiram a ilha, destruíram os rebanhos, devoraram os homens e assediaram a cidade fortificada. Os habitantes, aterrorizados, consultaram um oráculo para saber como acabar com o flagelo. A resposta foi que deveriam oferecer todos os dias uma linda donzela a Proteus até que ele esquecesse a jovem morta, mas ele continuou inconsolável. E assim todos os dias, amarrada a um rochedo, uma donzela é devorada por uma orca. Até hoje os habitantes de Ebuda percorrem os mares em busca de lindas vítimas para Proteus e suas feras.

(Ludovico Ariosto, Orlando furioso, Ferrara, 1516; Orlando furioso, trad. Pedro Garcez Ghirardi, São Paulo, 2002)

terça-feira, 2 de junho de 2009

TUDO COMO DANTES

A cantora e baranga Susan Boyle voltou a ser só baranga...

ASPAS

País que acha seu presidente uma mula pode achar qualquer coisa.

Helio de la Peña

100 GRANDES FALAS DO CINEMA EM 200 SEGUNDOS

segunda-feira, 1 de junho de 2009

"MEMÓRIAS E PAIXÕES", de David Cronenberg

image O que me espanta no pessoal que batiza os filmes estrangeiros aqui no Brasil é sua imensa criatividade. Ou falta de. "Memórias e Paixões" parece título de novela do Manoel Carlos ou de música da Sandra de Sá, é generalista e, bem, cabe para quase 80% dos filmes. O título original é "Naked lunch", "Almoço nu", baseado no livro do porra-louca William Burroughs e em outros escritos seus.

A história não poderia ser mais insólita: Bill Lee (interpretado pelo Robocop, ops, Peter Weller) é um escritor fracassado que defende uns trocados como dedetizador. Sua mulher se vicia no pó para matar baratas e ele, posteriormente, também. De repente, Bill se vê numa conspiração entre insetos e acaba na Interzona, uma espécie de Zona Franca africana, onde as máquinas de escrever dos escritores se transformam em insetos e são a verdadeira fonte de inspiração de seus textos. Lá, Bill se vicia na Carne Preta, uma droga poderosa. Já não sabemos o que é alucinação e o que não é. Há até um arremedo de debate sobre o poder das drogas na criação artística, coisa muito em voga nos anos 50/60/70. Bom, acho que até hoje...

Burroughs era gay e escrevia sempre chapadão. Em seus livros, sempre há uma grande carga autobiográfica. Uma delas está em "Almoço nu": a morte de sua mulher - sim, ele foi casado com uma mulher - ocasionada por um disparo acidental. Meu amigo Haroldo acrescenta "Almoço nu" é um cata-cata promovido por Alan Ginsberg e outro escritor que esqueci o nome, porque Burroughs escrevia as coisas e espalhava caoticamente por vários lugares. Este cata-cata está presente no filme.

O filme, às vezes, tem muitos diálogos, o que pode torná-lo meio cansativo. Mas é uma overdose - sem trocadilhos - de criatividade. Ah. e os efeitos especiais, apesar de não serem lá grandes coisas, são melhores que os da novela da Record...

O PARQUE DOS DINOSSAUROS MARXISTAS-LENINISTAS

Os dinossauros, na verdade, nunca foram extintos. Volta e meia eles voltam e, pasmem!, voltam falando! De suas bocas, com aquele bafo carregado de milhões de anos de atraso, saem palavras como marxismo, leninismo e revolução. Quando pensávamos que encontraríamos apenas os fósseis do Sendero Luminoso, eis que outro foco guerrilheiro, se valendo de crianças para transformar o continente num imenso roçado de milho, feijão, cocaína e sangue, surge no Peru. Logo, logo, serão recebidos por Marco Aurélio Garcia e o loser de plantão do Itamaraty, Celso Amorim. Acho que já devem ter até uma cadeirinha no Foro de São Paulo.

"A INTOLERÂNCIA DOS 'TOLERANTES'"

O governo quer que seja incluída nos livros didáticos a temática de famílias compostas por lésbicas, gays, travestis e transexuais. Ainda na área da educação, recomenda cursos de capacitação para evitar a homofobia nas escolas e pesquisas sobre comportamento de professores e alunos em relação ao tema. Essas são algumas das medidas que integram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), documento firmado por representantes de 18 Ministérios do governo Lula.

(...)

Na verdade, amigo leitor, uma onda de intolerância avança sobre a sociedade. Discriminados assumem a bandeira da discriminação. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e novos tabus. E os governos, num espasmo de totalitarismo, querem impor à sociedade um modo único de pensar, de ver e de sentir.

(...)

A intolerância atual é uma nova "ideologia", ou seja, uma cosmovisão - um conjunto global de ideias fechado em si mesmo -, que pretende ser a "única verdade", racional, a única digna de ser levada em consideração na cultura, na política, na legislação, na educação, etc. Tal como as políticas nascidas das ideologias totalitárias, a atual intolerância execra - sem dar audiência ao adversário nem manter respeito por ele - os pensamentos que divergem dos seus "dogmas" e não hesita em mobilizar a "inquisição" de certos setores para achincalhar - sem o menor respeito pelo diálogo - as ideias ou posições que se opõem ao seu dogmatismo. Alegará que são interferências do pensamento conservador e liberal, quando um verdadeiro democrata deveria pensar apenas que são outros modos de pensar de outros cidadãos, que têm tantos direitos como eles.

Um bom artigo de Carlos Alberto Di Franco aqui.

"AQUI. HOJE."

Já somos o esquecimento que seremos.
A poeira elementar que nos ignora
e que foi o ruivo Adão e que é agora
todos os homens e que não veremos.

Já somos na tumba as duas datas
do princípio e do término, o esquife,
a obscena corrupção e a mortalha,
os ritos da morte e as elegias.

Não sou o insensato que se aferra
ao mágico sonido de teu nome:
penso com esperança naquele homem

que não saberá que fui sobre a Terra.
Embaixo do indiferente azul do céu
esta meditação é um consolo.

Jorge Luis Borges