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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O ALTO NÍVEL DO DEBATE NAS ELEIÇÕES DA VENEZUELA

- Você tem rabo de porco, orelhas de porco, grunhe como porco, você é um porco medíocre, é um porco, não se disfarce.

Hugo Chávez Frías, o sinhozinho da Venezuela, tentando dar um “pito” em Henrique Capriles, que ousou desafiá-lo no pleito de outubro. Esse “ataque de pelanca” é sintomático. O reinado pode estar acabando.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

E NÓS VAMOS COMER O QUÊ?

O Globo publicou hoje:

SÃO PAULO. Aclamado ontem em São Paulo como candidato do PSOL à Presidência, na convenção nacional do partido, Plínio de Arruda Sampaio afirmou que, se eleito, vai propor a desapropriação de todas as propriedades rurais do país com mais de mil alqueires (cerca de 2,4 mil hectares), “seja ela produtiva ou não”:

— E isso não será feito para melhorar a produção agrícola brasileira, não. Mas, sim, para redistribuir a terra. A redistribuição da riqueza e da renda é o polo central de nosso programa de governo — afirmou.

Ai, ai, ai… Plínio, Plínio… Nós vamos comer o quê, homem de Deus? Luz? Esse papo de desapropriar terra na marra não dá certo, cara! Olha a Venezuela, que já importa comida! O próprio Plínio diz que não é pra melhorar a produção: deve ser então para encarecer os alimentos (o Brasil produz os mais baratos do mundo).

Vai estudar, véio!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

ENQUANTO ISSO, NA VENEZUELA…

Quando a plataforma P-36 da Petrobras afundou, o que mais se ouviu foram os brados rançosos dos esquerdistas que não se cansavam de dizer:

- Fernando Henrique está sucateando a Petrobras! Fernando Henrique está sucateando a Petrobras!

Se você perguntasse por que ele estaria fazendo isso, colocando vidas em risco, o esquerdista sacava rápido uma resposta:

- Ele quer privatizar a Petrobras! Quer desvalorizar pra vender barato! Quer vender nosso patrimônio!

E quando isso acontece com uma plataforma bolivariana e revolucionária? O que se tem a dizer?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

JOÃO UBALDO: CHÁVEZ, ANTIAMERICANISMO BOCÓ E O QUE SERIA DE NÓS SE A PROFISSÃO DE ESCRITOR FOSSE “REGULAMENTADA” PELO GOVERNO

Sei que muitos já devem ter lido este texto de João Ubaldo na internet ou nos jornais (onde foi publicado no último domingo). Mas vou pecar aqui pela repetição porque é um texto que precisa ser espalhado. Os grifos são meus.

*     *     *

Sei que talvez me repita um pouco hoje, mas, no momento, é difícil desviar a atenção para outro assunto. Refiro-me a Hugo Chávez, a quem assisto num clipe que me mandaram por e-mail, declamando seu bestialógico padrão e terminando em "¡muerte!" outra vez, com a habitual vaniloquência fanfarrona que, apesar de "de esquerda", parece mais com o figurino de Mussolini. Não tenho nada com isso, havendo por graça divina nascido do lado de cá do Oiapoque, mas, como já observei antes, fico passado de vergonha com essas coisas. Chega desse negócio de "muerte", que parece coisa de dramalhão mexicano da década de 50 do século passado, não sei como se consegue aturar essa palhaçada, ainda mais estrelada por um caudilho de meia-tigela. Até aqui mesmo, em meio a nosso atraso, já deram o último grito desses há bastante tempo e, segundo muito se comenta, não resultou nem em independência nem em morte.

Além disso, é difícil aguentar a mesma cantilena antiamericana com os quais os mais velhos já torravam o saco das novas gerações há décadas, a ponto de se atribuir aos gringos até surtos de catapora. Primeiro, tem a conversa de que, com cinquenta caças russos e mais uns tantos foguetes de São João, ele está preparado para enfrentar o poderio bélico americano, confronto que, como sabe todo mundo, só poderá ser deflagrado depois que for explicado aos americanos o que é um chávez e de que se trata a Venezuela. Em seguida, vem a convicção de que os mencionados americanos perdem horas de sono com o que uma aguerrida Venezuela pode fazer a eles. Não deixa de ser interessante, porque é do conhecimento geral que o sulfuroso petróleo venezuelano tem mercado restrito e os Estados Unidos são de muito longe seu freguês mais importante. Ou seja, bastava, para acabar logo com a farofada, que os americanos não comprassem mais o petróleo venezuelano. Mas imagino que isso ia gerar protestos, inclusive do Brasil, por resultar em odiosa pressão econômica, interferência nos negócios internos de um país soberano e semelhantes papos, além da ajuda humanitária que acabaria tendo de ser mandada para lá e demais chateações.

Agora, outra vergonha e outra manifestação de atraso, entre as que quase todo dia chegam da Venezuela: mais sufocamento da liberdade de expressão. Desta feita um político anti-Chavez foi preso por dar uma entrevista considerada ilegal, ou seja, que continha algo do desagrado do governo, que, lá como aqui, se confunde propositadamente com o Estado. E, com certeza, a autoridade que fez a prisão garantiu e garante que ela não tem nada a ver com o fato de que o preso concorreu à presidência da Venezuela na oposição e talvez ainda venha a concorrer, se Chavez daqui para lá não se promover a marechalíssimo e protetor perpétuo do povo.

Pelo menos dois dos delitos definidos pela lei chavista são exemplares. O primeiro é o "incitamento ao ódio". Isto, é claro, significa qualquer coisa que se queira. Por exemplo, o governador Cabral podia ser enquadrado nessa lei, ao chorar por causa da emenda de Ibsen Pinheiro. Quantas velhinhas fluminenses não passaram a odiar o deputado Ibsen, por ter feito o paladino delas chorar tão sentidamente? E o segundo delito é a "difusão de informação falsa", o que, novamente, tem amplitude suficiente para abranger qualquer coisa, bastando para isso que o governo diga que essa coisa é falsa. Por exemplo, imagino que, se algum técnico venezuelano opinar que os apagões de lá são consequência de incompetência do governo, o governo aparece, brande as estatísticas que estão sempre à disposição de qualquer governo e prende o técnico, não por delito de opinião, decerto, mas por divulgar informação falsa - a cadeia é a mesma, mas ninguém pode alegar que motivo da prisão também é.

Como, no Brasil de hoje, o governo e seus prepostos na máquina pública (que devia ser do Estado, mas é do governo) parecem estar empenhados em regulamentar todos os aspectos de nossa vida, venho até estranhando que não tenham ressuscitado a regulamentação da profissão de escritor, um projeto que já ocupou o Congresso e que também era "de esquerda". Regulamentada essa profissão, que, na definição concebida pelos seus defensores, incluiria até mesmo os redatores de bulas de remédio e, com um pouquinho mais de esforço, os autores das comunicações internas dos condomínios residenciais, a primeira providência seria, naturalmente, sindicalizar os escritores. Depois viria a obrigatoriedade, para quem quisesse escrever, de filiar-se ao sindicato, pagar o imposto sindical e as mensalidades e seguir as orientações da categoria. Entre estas, com certeza, terminariam por constar diretrizes baixadas em assembleias gerais com a participação de cinco escritores profissionais, dez mil escritores eventuais e quatrocentos mil inéditos. Como, no sofisticado Brasil de hoje, se acredita que democracia quer dizer tirania da maioria, o escritor que se recusasse a aderir às posições do sindicato poderia ser expulso dele, passando assim a não ter mais direito de exercer a profissão. Quanto às editoras, é bem possível que o projeto venha a ser reformulado para obrigar qualquer editora que atue no Brasil a obedecer a uma pauta de publicação. Poderá ser criada uma lista de temas obrigatórios definidos pelo Conselho Nacional de Literatura e, com certeza, será aprovado um dispositivo que imporá às editoras dedicar um significativo percentual de sua produção a títulos de autores inéditos, outro a autores de cada Estado mediante indicação dos conselhos estaduais, outro a mulheres, outro a idosos e, finalmente, conquista das conquistas, a quotas para escritores negros. É, isso tudo realmente dá um certo cansaço. Mas não se pode descansar, porque o preço do descanso é a vitória do atraso e da burrice.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

10 ESCOLAS DE SAMBA DO CARNAVAL VENEZUELANO

Depois que foi enredo – e vencedor – da Unidos de Vila Isabel, o Demente de Caracas, Hugo Chávez, apaixonou-se pelas escolas de samba brasileiras e resolveu fazer também um desfile semelhante por lá. Só que precisou adaptar os nomes das agremiações para a realidade de seu país. Então, o resultado foi este:
1. Deixa Falar virou… Não Deixa Falar
2. Vai-Vai virou… Vai-Vai Pra Cadeia
3. Vizinha Faladeira virou… Presidente Faladeiro
4. X-9 Paulistana virou… X-9 Bolivariana
5. Unidos da Viradouro virou… Unidos do Tira-Couro
6. Mocidade Independente de Padre Miguel virou Mocidade Dependente de Compadre Fidel
7. Arrastão de Cascadura virou… Arrastão da Linha-Dura
8. Império Serrano virou… Antiimpério Americano
9. Caprichosos de Pilares virou… Faltam ovos pra milhares
10. Acadêmicos do Cubango virou… Acadêmico Só Cubano

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

QUEM SEGURA A PETECA DE CHÁVEZ? O PETRÓLEO? NÃO, LULA...

Várias vezes o Brasil estendeu uma rede sob Chávez. Lula e Celso Amorim protegeram o venezuelano na hora do fechamento da RCTV, no referendo constitucional frustrado, na crise dos reféns colombianos, na polêmica sobre as bases americanas e na aventura fracassada do retorno de Zelaya a Honduras. Em nome dos interesses do chavismo, o presidente brasileiro desperdiçou a oferta de cooperação estratégica com Barack Obama.

No ciclo de estabilização da "revolução bolivariana", o Brasil isolou regionalmente a oposição venezuelana, ajudando a consolidar o regime de Chávez. Agora, iniciou-se o ciclo de desmontagem das bases políticas e sociais do chavismo. No novo cenário, o Brasil tornou-se imprescindível: só a potência sul-americana possui os meios e a influência para carregar por mais alguns quilômetros o esquife do iracundo caudilho.

Texto completo aqui.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O MOSQUITO DA DENGUE NO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Leio hoje no Globo que Hugo Chávez, definitivamente surtado, vai colocar um cubano de suas relações para resolver o problema de racionamento de energia elétrica da Venezuela. É isso! Chávez quer desmoralizar a esquerda de vez. Deve ser um direitista infiltrado unicamente com este propósito. Afinal de contas, sabemos que o know how cubano em racionamento de energia é um dos melhores do mundo: todo dia tem apagão. Deve ser isso que a esquerdalhada chama de “paraíso”.

A Venezuela, como sabemos, é um dos membros da OPEP. É um país autossuficiente em petróleo e, sim, tem problemas energéticos. Como Cuba, que era um dos maiores exportadores de açúcar do mundo antes da revolução e hoje tem que comprar o produto.

Colocar um cubano pra tomar conta do setor de energia seria o mesmo que colocar o Mosquito da Dengue pra comandar o Ministério da Saúde.

Ainda falando da influência cubana nas terras bolivarianas de seu Chávez Frías, a verdadeira razão da saída de quatro de seus mais próximos colaboradores não foram os sempre alegados problemas pessoais. Foi a decisão do Demente de Caracas de naturalizar cubanos para que possam fazer parte da administração pública venezuelana, como o Ministério das Comunicações, por exemplo, um ramo no qual, como sabe qualquer um que não tome sorvete pela testa, Cuba se destaca com galhardia – sobretudo quando é para impedir alguém de falar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O SAMBA BOLIVARIANO DE UMA NOTA SÓ CHEGA A COPENHAGUE

Está rolando a Conferência do Fim do Mundo lá em Copenhague. Para animar a plateia, só faltava a chegada dos dois pajés: os bolivarianos Hugo Chávez e Evo Morales.

Chávez reclamou, para variar, do imperialismo. Aí eu imagino algumas pessoas no auditório se entreolhando até que um deles fala:

- Caralho, esse papo chato de novo? Vamo tomar uma coisinha lá fora?

Depois foi a vez de Evo Morales pedir o fim do capitalismo. Pelo jeito, a Bolívia vai acabar antes. E não por causa do capitalismo. Mas pela falta dele…

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

QUEM AFINOU EM HONDURAS?

No auge da crise deste valente país centro-americano, um paspalho escreveu aqui dizendo que "Goriletti" tinha "afinado", colocado a violinha no saco, permitindo um acordo que marcaria a volta do debilóide Zelaya ao poder.

Agora eu pergunto: quem afinou de fato? Micheletti vai levar o governo CONSTITUCIONALMENTE até o dia 27 de janeiro, quando entregará o cargo ao eleito Porfírio Lobo. Conseguiu segurar a sanha golpista dos chavistas, que à moda fascista, usam urnas fingindo democracia, mas na verdade querem atropelá-la, aniquilá-la, destroçá-la. Ninguém chama Chávez de Gorilávez - quer dizer, eu chamo, porque se tem um responsável pela crise em Honduras é este estafermo que está levando a Venezuela para o abismo. E o que é pior: está cavando mais fundo!

Quem vai ter que afinar é essa corja de incompetentes do Itamaraty que VAI TER QUE RECONHECER O GOVERNO ELEITO. Já estão procurando desculpas com aquela tradicional cara de tacho que ficam sempre que perdem. E olha que de derrota eles entendem! Não ganham uma! E sabem por que o Brasil vai ter que ENGOLIR o eleito em Honduras? Porque, apesar do antiamericanismo bocó de Amorim, Top Top e Lula, o que importa não é o Brasil aceitar o resultado e sim os ESTADOS UNIDOS.

Lula vai ter que afinar.

Amorim vai ter que afinar.

Top Top vai ter que afinar.

E Micheletti, bem, vai governar que ele tem mais o que fazer.

Pro Itamaraty restou o mico preto que está na embaixada. Se sair de lá, é cana. Só resta pedir asilo político.

A camarilha perdeu essa e Honduras mostrou o caminho. Não só pra Chávez mas pra uma tal de "comunidade internacional". Foi na bola. Foi na lei. Nas letras de uma coisa que esse pessoal despreza: CONSTITUIÇÃO. Tanto é que eles querem mudá-la a todo momento, como se fosse um rolo de papel higiênico.

SE FODERAM.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

... E O PIOR É QUE NINGUÉM PODE MANDAR O CHÁVEZ TOMAR BANHO!

Os venezuelanos não entendem como o seu país, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo e rico em recursos energéticos, está passando por este perrengue de apagões diários e abastecimento de água.

Ora, pirocas, Cuba era um dos maiores exportadores de açúcar do mundo e agora precisa comprar. Isso é socialismo. A Venezuela ainda vai acabar importando petróleo. E tendo que comprar carros-pipa. Acho que é por isso que tem gente por aqui de olho na adesão da democracia chavista no Merdosul.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A PERGUNTA DE CHÁVEZ

"Por que um presidente que está bem e tem 80% de popularidade tem que sair?"
Foi a pergunta que o Demente de Caracas fez em relação à Lula.
 
Vamos às respostas possíveis:
1. Porque o Brasil não é a Venezuela.
 
2. Porque a Constituição não permite.
 
3. Porque não queremos ficar tomando banho de 3 minutos.
 
4. Porque isto leva a uma pergunta incômoda: por que o Medici saiu?
 
5. Porque democracia supõe rotatividade de poder.
 
6. Porque queremos continuar fazendo compras sem ter que enfrentar filas nos supermercados.
 
7. Porque não queremos que mandem o nosso presidente calar a boca, que é o que vai acabar acontecendo em alguma reunião de cúpula.
 
8. Porque não queremos milícias lulistas nas ruas. Já bastam as milícias compostas por PMs... Ah, e os petistas, é claro.
 
9. Porque não queremos mais mensalão.
 
10. Porque Caracas em 10 anos se tornou a cidade mais violenta da América do Sul. Alguém aqui quer o Rio mais violento do que já é?
 
11. Bom, se é a popularidade que indica se o presidente fica ou sai, por que não entregar a nomeação do presidente pro IBOPE, pro Datafolha ou pro Vox Populi?
 
Chávez também errou ao comparar Lula com Cristo. Vai que alguém resolva tirar a prova dos nove só pra ter a certeza de que o Çábio de Garanhunhs volta no terceiro dia?

domingo, 2 de agosto de 2009

CHÁVEZ SE CANSA DA "DEMOCRACIA ATÉ DEMAIS"

Ano que vem, a Venezuela, em tese, terá eleições legislativas. A possibilidade da oposição ganhar mais cadeiras na Assembleia Nacional - o que deve acontecer - já fez Hugo Chávez tomar medidas para garantir que o pleito será praticamente inútil.

Primeiro, ele quer aprovar mais uma vez a Lei Habilitante, que dá ao presidente o poder de governar através de decretos. Já vimos isso por aqui. Eram os decretos-lei. Antigamente, chamavam isso de ditadura. Hoje é "progressismo".

Cercando por todos os lados, Huguito e seus cúmplices também querem mudar a Lei Eleitoral. Vejam bem, não é uma cláusula de barreira - contra a qual urram os partidecos brasileiros cujos representantes não conseguem preencher uma kombi. É simplesmente dar mais votos ao PSUV, partido do Beiçudo, mesmo que ele não os tenha.

Isso, é claro, se alguma coisa no meio do caminho não "atrapalhar" o calendário e as eleições forem suspensas.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A DEMOCRACIA DA VENEZUELA

Na Venezuela existe um estado chamado Barina. É o Maranhão de lá, administrado pela Famiglia Chávez. Possui índices sociais pífios e é a unidade administrativa do país que contém o maior número de sequestros. Isso depois de quase vinte anos de administração dos parentes de Hugo.

Em Cuba,  existem os Comitês de Defesa da Revolução. Existem em cada bairro, talvez em cada rua. Serve, em tese, para defender os valores da Revolução, mas, no fundo, é uma espécie de patrulha do pensamento, onde o que funciona é meter medo em possíveis dissidentes com algum incentivo às delações, marca de qualquer regime ditatorial. O país de Hugo está caminhando para isso, reformulando o que eles chamam de "batalhões do PSUV", antes com 300 membros. Agora serão 30. Que serão usados para chantagear os relutantes, aqueles que "teme dizer não" com medo de serem punidos pelo regime.

No país onde existe "democracia até demais" (royalties para Lula), uma juíza pode ser afastada simplesmente por contrariar as ordens de Hugo Chávez. Judiciário independente dever isso para os bolivarianos: que se cumpra a MINHA lei. Tudo porque Alicia Torres se recusou a proibir a saída do dono da Globovisió, a emissora atualmente perseguida pelo "democrata" Chávez.

Imaginem se Lula resolvesse criar um prefeito biônico para São Paulo depois da derrota de Marta Suplicy nas últimas eleições municipais. Seria um absurdo, é lógico, mas foi o que Hugo Chávez fez. Antigamente chamavam um regime que fizesse isso de ditadura. Agora é Socialismo do Século XXI. Foi exatamente isso que Hugo Chávez fez: Antonio Ledezma, da oposição, elegeu-se prefeito de Caracas. Chávez tirou arbitrariamente todo o seu poder. Tomou aeroportos e estradas de estados cujos opositores venceram as eleições.

É este sujeito que quer democracia em Honduras?

Mas como dizia Elio Gaspari, a América Latina vai bem.

terça-feira, 21 de julho de 2009

DOIS VÍDEOS E UNS COMENTÁRIOS SOBRE AS FARC

Dois vídeos interessantes hoje. Eles estão por aí, circulando na internet, mas resolvi juntá-los num post só porque acho que se completam.

No primeiro, vemos Mono Jojoy, um dos chefões das Farc dizendo CLARAMENTE que doou dinheiro para a campanha de Rafael Correa no Equador. O bufão de Quito disse que "não sabia de nada", é claro. Lula tem o mérito de ter bolado a desculpa universal. Fosse contemporâneo do Çábio de Garanhuns, Hitler talvez não tivesse se matado e daria a mesma, hum, explicação.

É batom na cueca.

Outro vídeo é o que está aí embaixo. Chávez diz num dos trechos que conheceu Lula no Foro de São Paulo. Até aí, morreu o Neves, mas o problema é que o Demente de Caracas afirma com todas as letras que foi lá que ele também conheceu Raul Reyes, o segundão das Farc, morto num ataque fulminante do Exército colombiano. As Farc como sabemos é um grupo humanista repleto de traficantes de drogas, sequestradores, terroristas e que mantem na selva, para deleite de seus hóspedes, belos campos de concentração, e conta com o respaldo de muitos chefes de Estado que, em condições normais, deveriam estar dando conta desta estreita relação com este pessoal em tribunais, isto quando já deveriam ter sido impedidos de governar seus países.

 
O que é que está faltando para se investigar a sério essa gangue?
 
PS - Os vídeos eu peguei dos blogs Coturno Noturno, sempre uma excelente fonte de informações, e da Gusta, que não fica atrás.

domingo, 19 de julho de 2009

QUEM AVISA AMIGO É: HEZBOLLAH AVANÇA NA AMÉRICA LATINA

O governo brasileiro não dá ao Hezbollah o status de grupo terrorista. Por isso, faz ouvidos moucos às denúncias da presença de células do grupo na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), como eu já disse aqui. Esta atitude de Lula e companhia é a mesma em relação aos traficantes das FARC, aos quais o governo e o PT insiste em dar um aura de heroísmo ao chamá-los de grupo de resistência. Resistência a quê?, pode-se perguntar já que as FARC se opõem a um governo constitucional.

Os setores de inteligência de Israel avisam há muito tempo este tipo de "acolhimento" do Hezbollah na América Latina. Da Tríplice Fronteira, as células começaram a se expandir e pararam no Uruguai. Agora, elas estão se espalhando para países que vão lhe dar não só uma confortável acolhida, mas muito mais que isso:

A diretora para a América Latina da chancelaria de Israel, Dorit Shavit, alertou sobre a entrada do Irã na América Latina, especialmente na Bolívia, no Equador e na Nicarágua, e advertiu para a existência de células do Hezbollah apoiadas por iranianos no norte colombiano.

Segundo Shavit, em declarações ao jornal El Tiempo de Bogotá divulgadas neste domingo, com o crescente interesse do Irã de estreitar suas relações com a América Latina e, em particular, com a Venezuela, somando a um objetivo comercial, chegam também células do Hezbollah.

"Por exemplo, em La Guajira (norte, fronteira com a Venezuela). Neste caso, a Colômbia também pode se ver ameaçada. O Irã abriu uma linha de voos diretos entre Teerã e Caracas e parece que não são comerciais, porque nenhum turista chega nestes voos. São técnicos e outro tipo de pessoas", afirmou a diplomata.

Grifos meus. Mais aqui.

O governo de Israel está avisando que há um trânsito de terroristas no continente. Estão sendo acoitados pelos bolivarianos, os "democratas" de ocasião. Para mim, não é novidade. Aonde isso vai parar?

Para que isso não fique apenas nas palavras de uma "vivandeira de direita", é bom lembrar que um dos alertas sobre o terror na Tríplice Fronteira foi realçado recentemente pelo governo do Messias de Chicago, do senhor B. Hussein.