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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

AS PRINCIPAIS BANDEIRAS DO TEA PARTY

Tudo agora é culpa do Tea Party, dos pênaltis perdidos por Elano até a morte de Salomão Hayalla… Jabor tem quase um AVC toda vez que escreve sobre esses reaças que querem acabar com o governo pogreçista de Obama! Realmente, tem que ser muito filha da puta pra fazer oposição ao maior líder da História desde o advento de Hugo Chávez!

Aí eu pego e leio no Globo, que está doido para detonar o Tea Party, as bases do movimento:

- Geração de empregos

- Redução do tamanho do Estado

- Orçamento nacional equilibrado

Assim não pode! Aonde vamos parar? Esse Tea Party é um perigo! Brasileiro, realmente, não está acostumado com isso! Reduzir tamanho do Estado? Onde é que o PT e a base aliada iriam mamar? Querem o quê? O Waldemar Costa Neto pedindo para que se enxuguem cargos públicos?

E que papo é esse de equilibrar orçamento? Porra, quer dizer que agora o governo não vai poder torrar grana à toa pra acalmar os aliados? Isso é terrorismo eleitoral! Iria matar nossos políticos! Seria o fim da governabilidade!

Outro pilar do Tea Party é a defesa do porte de armas. Uma monstruosidade, não é? Aqui no Brasil, 64% dos eleitores no referendo das armas pensam da mesma forma que os histéricos do norte. Que loucura! Isso tem que acabar!

Para estes Molochs da política são importantes os valores da família. Que aberração! Eles acham que imigrantes ilegais são ilegais, ao contrário do que pensa a gente bacana e cheia de suíngue esperto da esquerda. E todos nós temos que concordar com a esquerda, ou será que dinheiro não dá mais em árvore?

Por fim, o Tea Party quer as Forças Armadas… armadas! Ora, que bobagem! Só porque esse pessoal ajudou a vencer a II Guerra Mundial acha que tem que investir em avião, navio, foguete, nessa bobagem de tecnologia?

O Tea Party é um perigo mesmo! Um horror!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

UM TRECHO DO LIVRO “LA OBSESIÓN ANTIAMERICANA”, DE JEAN-FRANÇOIS REVEL, SOBRE O 11 DE SETEMBRO

¿Cuáles son las verdaderas causas del ataque del 11 de septiembre de 2001 contra Nueva York y Washington, que más parece un acto de guerra que un atentado terrorista?

La causa principal hay que verla sin discusión en el resentimiento que no cesa de intensificarse contra los Estados Unidos, sobre todo desde el hundimiento comunista y el surgimiento de América como «única superpotencia mundial», según la expresión despreciada y consagrada. Esa execración es particularmente marcada en los países islámicos, a causa de la existencia de Israel, atribuida exclusivamente a América, pero está presente más discretamente en toda la superficie del planeta, incluida Europa, donde en algunas capitales ha sido elevada al estatuto de idea fija y principio casi único en política exterior.

Así, se imputan a los Estados Unidos todos los males, reales o supuestos, que afligen a la Humanidad, desde la bajada de los precios de la carne de bovino en Francia hasta el sida en África y el posible calentamiento de la atmósfera. Los primates vociferadores y camorristas de la antimundialización, en desherencia de maoísmo, echan la culpa, en realidad, a América, sinónimo de capitalismo. Esa obsesión acaba provocando una auténtica irresponsabilización del mundo.

Tomemos el caso de Israel. Se puede discutir la creación de ese Estado en Palestina, pero una cosa es segura: es el resultado directo del antisemitismo europeo. Por lo demás, entre los pogromos y el Holocausto, muchos más judíos europeos emigraron a América que al Oriente Próximo. Es cierto que los Estados Unidos apoyaron a Israel desde su nacimiento, si bien no fueron los únicos, pero no son la causa de ese nacimiento.

En cuanto a la «hiperpotencia» americana, que tanto quita el sueño a los europeos (no se les recordará bastante), deberían preguntarse por sus propias responsabilidades en la génesis de esa preponderancia. Pues, que yo sepa, fueron los europeos los que hicieron del siglo xx el más negro de la Historia. Fueron ellos los que provocaron los dos apocalipsis que fueron las dos guerras mundiales. Fueron ellos los que inventaron los dos regímenes políticos más absurdos y más criminales jamás infligidos a la especie humana. Si la Europa occidental en 1945 y la Europa oriental en 1990 eran un campo de ruinas, ¿de quién fue la culpa? El «unilateralismo» americano es la consecuencia, no la causa, de la disminución de potencia del resto del mundo, pero se ha adoptado la costumbre de invertir los papeles y acusar a los Estados Unidos a cada paso. ¿Cómo asombrarse de que tanto odio acumulado acabe incitando a unos fanáticos a compensar con una carnicería «unilateral» sus propios fracasos?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CUIDADO!!! O TEXTO DESTE POST CONTÉM UM ALTO ÍNDICE DE DEMÊNCIA!!!

Marco Aurélio Garcia ataca programação de TV a cabo

Bernardo Mello Franco – O Globo, 9 de fevereiro de 2009

Marco Aurélio Garcia: críticas à programação de TV a cabo - Ailton de Freitas/Arquivo

BRASÍLIA - Escalado para coordenar o programa de governo da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência, o professor Marco Aurélio Garcia anda preocupado com a influência da TV a cabo sobre os corações e mentes dos brasileiros. No sábado, o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais discursou sobre o tema em debate na sede nacional do PT. Em meio a discussões sobre política externa, ele surpreendeu com um libelo contra o que chamou de "hegemonia cultural dos Estados Unidos".

- Eles realizam, de forma indolor, um processo de dominação muito eficiente. Despejam toda essa quantidade de esterco cultural.

Marco Aurélio comparou a influência da indústria de entretenimento ao poderio bélico da 4ª Frota, a divisão da Marinha americana que atua no Atlântico Sul.

- Hoje em dia, quase tão importante quanto a 4ª Frota são os canais de televisão a cabo que nós recebemos aqui. Eles realizam, de forma indolor, um processo de dominação muito eficiente. Despejam toda essa quantidade de esterco cultural - esbravejou.

Em tom de alerta, o assessor de Lula disse que a esquerda precisa reagir à difusão de valores capitalistas:

- Estamos vivendo um momento grave do ponto de vista de uma cultura de esquerda. A crise dos valores do chamado socialismo real e a emergência desse lixo cultural nos últimos anos nos deixaram numa situação grave.

O petista também reclamou de um suposto marasmo intelectual no Brasil, comparando os dias atuais a momentos de efervescência cultural das décadas de 1930 e 1950:

- Hoje vivemos uma transformação do ponto de vista econômico-social muito mais importante do que no passado. No entanto, temos um deserto de ideias, um deserto de produção cultural. Isso é um problema no qual temos que pensar.

O coordenador da campanha de Dilma disse que o Brasil foi programado para ser um país pequeno e defendeu o fortalecimento das estatais no governo Lula. Ao condenar o avanço da direita na Europa, fez uma recomendação à plateia:

- Nunca subestimem a estupidez humana. Quem subestimou a estupidez humana se deu mal na História.

*     *     *

Pois é. É isso que nos espera se Dilminha do Omelete for eleita: um subchavismo de quinta categoria, controlado por gente deste naipe e por Zé Dirceu, o mensaleiro-mor. Top Top Garcia parou no tempo. Como passa muito tempo na Venezuela, só consegue assistir aos discursos no cretino de Caracas, de quem vive lambendo os pés.

É um demente. E pior: um demente por opção.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

FASCISMO DE ESQUERDA – PARTE FINAL

image Esta é a última parte do “bate-papo'” sobre o livro “Fascismo de esquerda”, de Jonah Goldberg. Claro que esta série é uma pálida ideia do traz a obra de Goldberg, que é uma bordoada no progressista supostamente virtuoso que veio “para nos salvar” sem que muitos não tenham pedido para serem salvos. Sei que boa parte dos leitores gostou do que foi publicado, porque tiveram informações sobre fatos históricos que sempre são colocados de lado por uma questão de conveniência. Outros estão bufando, porque descobriram que suas bandeiras, tão caras, tão estimadas e tão boazinhas tiveram origem no nazifascismo. E vão continuar de antolhos, correndo atrás da cenourinha ideológica para tentar continuarem de bem com a sua consciência.

Mas tudo que vem da esquerda é ruim? Claro que não! Mas o fato de você se considerar um esquerdista não o coloca automaticamente no lado mais virtuoso do debate. E ser de direita ou conservador não é nenhum crime, como qualquer pessoa com mais de dois neurônios já sabe. Isto ficou claro.

Comprem o livro. Lá tem muito mais.

1. De onde vem a ideia de que os “valores de família” são fascistas?

Ela possui uma longa genealogia, remontando, mais uma vez à Escola de Frankfurt. Max Horkheimer argumentava que a raiz do totalitarismo nazista era a família. Mas a verdade não poderia estar mais distante disso. Embora a retórica nazista frequentemente mostrasse deferência à família, a prática concreta do nazismo era compatível com o esforço progressista de invadir a família, romper suas paredes, destruir sua autonomia. A família tradicional é a inimiga de todos os totalitarismos políticos porque é um bastião de lealdades separado do Estado e anterior a ele, razão pela qual os progressistas estão constantemente a quebrar sua casca.

2. Havia, por parte do nazismo, hostilidade contra o Cristianismo?

Basta ler Table talk, livro de Hitler. Mais claro que isso é impossível, sobretudo no quis respeito à sexualidade. O Cristianismo, junto com o Judaísmo, rejeitava a visão pagã de sexo como gratificação, atribuindo-lhe significado moral. Ao ler o livro é quase impossível não ver Hitler como um livre-pensador de mente aberta. Ele diz: “O casamento, tal como praticado na sociedade burguesa, é, em geral, uma coisa contra a natureza”. E continua: “A religião está em perpétuo conflito com o espírito de livre indagação”. E mais: “Para nós, a catástrofe é estarmos amarrados a uma religião que se rebela contra todos os prazeres dos sentidos.” Hitler tinha profundo desprezo pelos preconceitos sociais que condenam os nascimentos fora do casamento: “Eu amo ver essa exibição de saúde à minha volta.”

3. E a posíção dos nazistas em relação ao homossexualismo?

Essas atitudes ainda são fonte de confusão. É verdade que muitos homossexuais foram enviados à campos de concentração, mas também é fato que o Partido Nazista e as organizações pangermânicas ao seu redor estavam cheias de homossexuais. O chefe das SA, Ernst Rohm era homossexual assumido. Quando integrantes ciumentos das SA tentaram usar esse fato contra ele em 1931, Hitler disse: “A homossexualidade de Rohm é puramente privada”.

4. O que há de fascismo no ambientalismo?

Com certeza, não são suas etéreas e obscuras suposições metafísicas a respeito do infortúnio existencial do homem. Em vez disso, seu ingrediente fascista mais tangível é o fato de ser um inestimável “mecanismo de crise”. Al Gore constantemente insiste em que o aquecimento global é a crise definidora de nossos tempos. Céticos são chamados de traidores, negadores do Holocausto, instrumentos de interesses escusos. Alternativamente, ambientalistas progressistas apresentam-se no papel de samaritanos protetores. Gore afirma que não tempo para debates, para nenhum tipo de discussão. Em termos práticos, isso significa que precisamos nos render ao Estado-babá global e criar o tipo de “ditadura econômica” pela qual anseiam os progressistas.

5. Nesta questão de ambientalismo, os nazistas saíram na frente de novo?

Sim. Eles foram os primeiros a usar a luta contra a poluição do ar, a criação de reservas naturais e a necessidade de reflorestamento como pontos centrais de sua plataforma.

6. Afinal, o que defende um conservador?

Basicamente é alguém que defende e protege o que são consideradas intituições liberais, mas não no sentido americano, e sim europeu, mas que são consideradas conservadoras nos Estados Unidos. Propriedade privada, mercados livres, liberdade de consciência e os direitos das comunidades de determinar por elas mesmas como viverão no espaço delimitado por essas diretrizes.

7. É correto dizer que os conservadores se opõem ao progresso como diz a esquerda?

Claro que não. Os conservadores americanos não se opõem à mudança nem ao progresso. Nenhum conservador que restaurar a escravidão ou acabar com o papel-moeda. Mas o que o conservador acredita é que o progresso resulta da resolução das inconsistências dentro de nossa tradição, e não de jogá-la fora.

8. Qual é a maior ameaça dentro disso tudo?

A mais grave é que estamos perdendo a noção de onde a política começa e onde ela termina. Numa sociedade na qual se se supõe que o governo deva fazer tudo de “bom” e tenha sentido “pragmático”, numa sociedade na qual se recusar a validar a autoestima de outra pessoa é quase um crime de ódio, numa sociedade na qual o que é pessoal é político, existe o perigo constante de que um culto ou outro seja imbuído de poder político.

Primeira parte.

Segunda parte.

Terceira parte.

Quarta parte.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

FASCISMO DE ESQUERDA – PARTE 4

image

A quarta parte deste “bate-papo” fala de cinema, aborto, ainda um pouco de eugenia, educação e a guerra cultural.

1. Em 2005, William Bennett, um pró-vida convcto, invocou o argumento de Steven Levitt (“O aborto legalizado levou à diminuição de crimes”) para denunciar o pensamento eugênico e foi execrado pelos liberais. Por que isso aconteceu? 

O capítulo em que Levitt trata do aborto em Freakonomics é uma atualização de um artigo que ele escreveu em 1999. Textual: “O aborto legalizado levou à diminuição de filhos indesejados; filhos não desejados cometem mais crimes; o aborto legalizado, portanto, levou a menos crimes”. O problema é que Freakonomics removeu todas as referências à raça e nunca correlacionou os fatos de que, como os fetos abortados são desproporcionalmente negros, e os negros contribuem desproporcionalmente para a taxa de crimes, a redução do tamanho da população negra reduz crimes. A imprensa na época não pareceu se importar, só quando Bennett, um pró-vida, usou o mesmo argumento para denunciar a eugenia.

2. O que Bennett disse?

Ele disse: “Sei que é verdade que, se quiser reduzir os crimes, você poderia – se fosse seu único propósito – abortar todos os bebês negros neste país, e sua taxa de crimes cairia. Isso seria uma coisa impossível, ridícula e moralmente repreensível de se fazer, mas a taxa de crimes cairia.” O que parece haver ofendido os liberais, acima de tudo, foi que Bennett havia acidentalmente tomado emprestada uma lógica convencional de esquerda para afirmar um ponto de vista conservador e, tal como acontecia com os darwinistas sociais de antigamente, isso deixa os liberais bastante aborrecidos. Vários porta-vozes negros disseram que Bennett queira exterminar negros e que era profundamente racista. Ora, trata-se de uma reviravolta espantosa. Afinal, quando os liberais defendem abortos, usualmente dizem que não matam “bebês”, apenas removem um aglomerado de células. Se abortos HIPOTÉTICOS cometidos para fins conservadores são infanticídios, como é possível que abortos reais realizados para fins liberais não o sejam?

3. E o que dizer de Peter Singer?

Singer é considerado o mais importante filósofo vivo e o principal eticista do mundo. Ele leciona em Princeton e argumenta que crianças indesejadas ou inválidas devem ser mortas em nome da “compaixão”. Ele também defende que idosos e outros estorvos sociais devem ser eliminados quando suas vidas não valem a pena ser vividas. Singer é uma das principais vozes da esquerda e mostra que, apesar do Holocausto ter desacreditado a eugenia per se, seus defensores ainda estão vivos e bem influentes.

4. Afinal, os grandes negócios são coisa de direita?

Se são, precisam ser avisados disso. Por que financiam atividades liberais e esquerdistas e se vangloriam disso em comerciais e campanhas de publicidade? Como explicar que não exista praticamente nenhuma questão importante nas guerras culturais – seja o aborto, o casamento de gays ou as ações afirmativas – nas quais os grandes negócios tenham desempenhado um papel relevante do lado da direita americana, enquanto existem dezenas de corporações que apóiam o lado liberal?

5. Uma das razões para escrever este livro?

Furar a bolha da presunçosa autoconfiança de que simplesmente por ser de esquerda alguém é automaticamente virtuoso.

6. Mas os problemas da esquerda no passado não são apenas problemas do passado?

Os problemas da esquerda de hoje se encontram na esquerda de hoje, não há dúvida. A relevância de se falar no passado está em que, diferentemente do conservador que tem lutado com sua história para se certificar de que não vai repeti-la, a esquerda não vê necessidade de fazer nada parecido.

7. O que pode explicar o amor de esquerdistas por homens como Che, Arafat, Castro, Mao?

Isto está ligado claramente à obsessão da esquerda pelos valores fascistas de autenticidade e vontade. É uma inclinação natural por “homens de ação”. A esquerda tem uma queda inerente por homens que “transcendem” a moralidade e a democracia burguesa em nome da justiça social.

8. E quanto à educação progressista?

Ela tem dois pais. A Prússia e John Dewey, guru de Hillary Clinton. O jardim de infância foi transplantado da Prússia para os Estados Unidos no século XIX porque os reformadores americanos estavam totalmente encantados pela ordem e pela doutrinação patriótica que crianças pequenas recebiam fora de casa. Além disso, achavam que era a melhor forma para extirpar traços não americanos dos imigrantes. Para outros progressistas, capturar crianças nas escolas era parte de um esforço maior para quebrar a espinha dorsal da família nuclear, a instituição mais resistente à doutrinação política.

9. Que cuidados devemos ter em relação aos nossos filhos?

Tenham cuidado dos engenheiros sociais. Eles querem “criar” um novo tipo de ser humano. Essas novas crianças precisarão aprender a amar a todos como se fossem parte da família, afinal, múltiplos vínculos se tornarão o ideal. Timidez e vínculo materno exclusivo parecerão disfuncionais. Querem desenvolver novos tratamentos para crianças com vínculos maternos excessivos. Por tratamento entenda-se propaganda, que já fazem parte de alguns livros adotados em escolas progressistas como “Mamãe, vá embora!”. A boa criança será aquela mais ligada “a “comunidade” e menos ligadas a seus pais.

10. Os liberais se preocupam basicamente com o quê?

Com a cultura. Ou melhor, com a imposição de cultura. Durante a década de 1990, por exemplo, o liberalismo mergulhou de cabeça no negócio de formação de cultura, desde a política de significado de Hillary Clinton até critérios de desempenho adaptados às características de gênero nos esportes universitários, a presença de gays nas Forças Armadas e a guerra ao cigarro. Em 2007, para se ter uma ideia, uma creche progressista em Seattle proibiu o uso do Lego porque, com aquele brinquedo, “as crianças estavam construindo suas suposições a respeito da propriedade e do poder social que ela propicia, suposições que espelhavam as de uma sociedade capitalista baseada em classes – e que nós, professores, acreditamos ser uma sociedade injusta e opressiva”. Em lugar disso, criaram uma brincadeira que refletia os padrões moralmente superiores de “coletividade”.

11. Qual a lógica fundamental dos julgamentos da Suprema Corte em relação ao aborto?

Por incrível que pareça esta lógica não está baseada no “direito de escolha”, mas sobretudo na ideia de que religião e moralidade religiosamente informada não têm nenhum lugar nas questões públicas. Este é um dos aspectos da guerra cultural. Ela chegou à Suprema Corte.

12. A guerra cultural busca cercear a religião?

Exatamente. Em 1995, a Corte de Apelação do Nono Circuito decidiu que o “direito de morrer” não poderia ser constrangido simplesmente “para satisfazer aos preceitos morais ou religiosos de uma parte da população.” Não importa que as raízes de leis contra assasinato, perjúrio e roubos brotem diretamente daqueles preceitos religiosos.

13. De onde vem esse conceito de guerra cultural?

O termo vem do alemão Kulturkampf. A esquerda usa este termo para se referir aos supostos esforços da direita para demonizá-la e impor seus valores ao resto do país. Os matizes germânicos servem para evocar um parelelo com Hitler. Mas a Kulturkampf original não foi uma ação repressiva da direita contra dissidentes liberais ou minorias em perigo, mas um ataque da esquerda contra as forças do tradicionalismo e do conservadorismo. Ostensivamente, a Kulturkampf foi uma guerra contra os católicos alemães, absorvidos, pela primeira vez, na Grande Alemanha. Bismarck temia que eles pudessem não ser suficientemente leais a uma Alemanha liderada pela Prússia e, mais pragmaticamente ainda queria evitar a formação de um partido católico alemão.

14. E nos Estados Unidos?

De maneira semelhante, a Kulturkampf americana da década de 1960 começou não com os hippies, a Guerra do Vietnã ou mesmo os direitos civis. De forma adequada a uma tentativa de abrir o caminho para uma nova religião política, ela começa com o esforço de abolir as preces das escolas.

15. Vamos falar um pouco de cinema.

Hollywood é a mais poderosa agência de propaganda de facto na história humana. É possível defender todos os filmes que citarei aqui, no sentido que representam progressos no desdobramento da civilização ocidental de liberdade – e também são um bom divertimento. Mas o fato é que o fascismo garante sucesso de bilheteria, e os conservadores, com poucas exceções, são impotentes para combatê-los, porque nem ao menos sabem o que estão vendo. Os liberais, por sua vez, são rápidos em rotular de fascista qualquer “glorificação” da guerra ou de batalhas, mas estão celebrando o tempo todo o niilismo e o relativismo em nome da liberdade e da rebelião inviduais.

16. “Beleza americana”.

Kevin Spacey é Lester Burnham, um profissional burguês, casado com uma profissional burguesa e com uma filha convenientemente alienada. A vida de Lester dá uma guinada quando ele fica obcecado sexualmente por uma amiga de sua filha. Ele joga tudo pro alto, começa uma campanha de autoaperfeiçoamento que envolve uma obsessão narcísica com o corpo, dando um piparote em todas as convenções sociais e cedendo à todos os desejos num desafio à razão. Esse tipo de coisa, onde a pessoa “real” é encontrada não na cabeça, mas entre as pernas, parece passar por alta sabedoria em Hollywood.

17. “Forrest Gump”.

Um homem branco retardado é a única força moral confiável durante o caos das décadas de 1960 e 1970. O que redime o homem branco, aqui, é a sua anormalidade.

18. “Melhor é impossivel”.

Jack Nicholson é um tipo preconceituoso e virulento até que começa a tomar potentes drogas psicotrópicas, que de fato o curam de seu “branquismo” (Adorno poderia chamá-las de pílulas antifascismo) e o tornam tolerantes com gays e negros e capaz de amar.

19. “Sociedade dos poetas mortos”.

Hitler teria aplaudido de pé. O filme começa com estudantes aprendendo poesia de acordo com uma fórmula, traçando sua “perfeição”. É quase possível ouvir Hitler denunciando essa maneira “judia” de medir a arte. Então chega o sr. Keating e diz para os estudantes arrancarem estas páginas do livro. Keating os encoraja a violentar a convenção e exorta-os a subir na mesa do professor, numa exibição simultânea de superioridade e desprezo pelos papéis tradicionais. Um dos alunos, Todd, está com medo das novas abordagens de Keating que, então, de maneira intimidante, convoca-o a soltar o seu “brado bárbaro”. Keating encoraja seus pupilos a “aproveitarem o dia”, num glorioso culto da ação. Seguindo seus ensinamentos, os estudantes verdadeiramente “livres” criam uma sociedade secreta na qual adotam nomes pagãos e que se reúne numa velha caverna para tirar a “essência da vida”, criar novos deuses e ler poesias românticas. Neil, outro estudante, é despertado pelo sr. Keating e se rebela contra a pressão do pai burguês que quer que ele se torne médico. Ele quer viver uma vida de paixão como ator e quando o pai o proíbe, ele se mata para não se curvar – um final semelhante a Der König, peça favorita de Hitler, que a assistiu 17 vezes em três anos. Neil é representado como um Cristo, a despeito de seu egoísmo. A morte de Neil sacode a escola. Arriscam-se a ser expulsos se procurarem o sr. Keating, mas não resistem ao seu carisma. Desafiam o novo professor. Esses belos super-homens, unidos em suas vontades, buscam seu “capitão”, afastando-se da autoridade tradicional. Só faltaram mesmo as saudações nazistas.

20. “Matrix”.

É uma alegoria totalmente fascista com alguns traços marxistas. Keanu Reeves representa um burguês aprisionado numa vida de cubículo. Seu codinome Neo não apenas representa seu verdadeiro nome no partido (é como se fosse), mas também resume seu status como um Novo Homem, um Übermensch que pode dobrar o mundo à sua vontade e, em algum momento, pode até voar. A falsidade de seu estilo de vida lhe é revelada quando desperta de um sonho e compreende que o que pensava ser a sua vida real era uma prisão, uma jaula onde forças parasitas e manipuladoras literalmente viviam à sua custa. Em vez de judeus sanguessugas, o inimigo é o que os seguidores da Nova Era nos séculos XIX e XX chamavam de a Engrenagem ou das System. Depois disso, ele se junta a uma sociedade secreta pagã, onde os únicos vestígios autênticos da Humanidade vivem numa glória dionisíaca no ventre morno da Mãe Terra, totalmente dedicados à salvação dos poucos que vale a pena salvar dentre seus irmãos entorpecidos. Homens brancos desbotados, vestidos em ternos escuros, rejeitam a autenticidade da vida humana em nome de uma lógica fria e de prioridades mecânicas. São literalmente desenraizados, não meramente inclinados a abstrações, mas abstrações reais. Parece haver poucos deles, mas estão em toda a parte; podem tomar forma humana e operar qualquer coisa. Em suma, são versões em quadrinhos de tudo o que os nazistas diziam a respeito dos judeus.

É importante reconhecer que estamos falando não tanto da cultura de esquerda ou da cultura liberal, mas da cultura americana. Em muitos aspectos, o vício de Hollywood com a estética fascista não é ideológico. Gladiador usou imagens fascistas porque aquela era a melhor forma de contar a história. Só porque estou apontando temas fascistas nesses filmes, não quer dizer que sejam ruins. Não há como negar também que os conservadores estão dispostos a acolher filmes fascistas se eles vêm da direita. Muitos conservadores gostaram de Coração valente, porque exibia a resistência à tirania e celebravam a “liberdade”. Mas a “liberdade” desses filmes não era tanto a liberdade per se, mas a liberdade da tribo de se comportar de acordo com seus próprios valores relativistas. Os clãs das terras altas da Escócia dificilmente eram repúblicas constitucionais. Outro exemplo semelhante está no filme 300. Os espartanos eram uma casta eugênica e vagamente homoerótica de guerreiros que teria levado Hitler a apaludir de pé, a despeito dos esforços de Hollywood para americanizá-los.

Com isso concluímos a 4ª parte. Em breve a quinta e última parte.

Primeira parte.

Segunda parte.

Terceira parte.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

FASCISMO DE ESQUERDA - PARTE 3

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A terceira parte deste “bate-papo” com respostas tiradas do livro “Fascismo de esquerda”, de Jonah Goldberg. Aqui falamos um pouco de eugenia, Ku Klux Klan entre outros assuntos que a esquerda, ansiosamente, tenta esconder.

1. A direita americana é contantemente instada a assumir os capítulos mais negros da história do país: os acordos segregacionistas, os excessos mccarthistas, o isolacionismo na Segunda Guerra e assim por diante. Isso é correto?

Raramente se menciona o lado da esquerda nessas histórias. O Partido Democrata abrigou leis e práticas segregacionistas, conhecidas nos Estados Unidos como Jim Crow durante um século. A Ku Klux Klan tem raiz democrata. O liberalismo americano era tão isolacionista quanto o conservadorismo. A histeria progressista contra os comunistas, com o Red Scare, fazia o mccarthismo parecer debate de universidade. Os sucessivos presidentes democratas ordenaram a detenção de sino-americanos, a disseminação da vigilância doméstica de inimigos políticos e o uso de bombas atômicas contra o Japão. Os comunistas leais a Moscou deduravam trotskistas heréticos. Falta perguntar por que o progressismo - e não o conservadorismo - era tão favoravelmente inclinado à eugenia.

2. Por falar  em eugenia, muitos intelectuais famosos eram a favor dela.

Sim. Bernard Shaw, H. G. Wells, John Maynard Keynes, Aldous Huxley. Todos eram a favor da eugenia. Os progressistas, e aqui falamos dos Estados Unidos, viviam obcecados pela "saúde racial" da nação, supostamente ameaçada por ondas crescentes de imigração e pela superpopulação de americanos nativos. Muitos dos projetos progressitas de destaque, desde a Lei Seca até o movimento pelo controle de natalidade, baseavam-se nessa busca de soluções para domesticar a besta demográfica. O conservador católico Chesterton foi submetido a um implacável desprezo por sua oposição à eugenia. [Observação: político sul-americano importante, Salvador Allende, tão endeusado pelas esquerdas, era eugenista.]

3. Isso quer dizer que é impossível não ver o progressismo como um empreendimento fascista - pelo menos de acordo com os padrões que usamos hoje?

Os historiadores liberais reconhecem consensualmente que o progressismo resiste a uma definição fácil. Mas a explicação talvez seja simples: identificar o progressismo de forma adequada seria muito inconveniente para a esquerda, pois isso exporia seu projeto eugênico.

4. Como a esquerda contesta sua proximidade com a eugenia?

Seus representantes dizem que os progressistas da época apenas eram homens de seu tempo. Mas essa é uma explicação que não resiste a uma análise mais profunda.

5. Por quê?

Em primeiro lugar, os eugenistas progressistas tinham adversários que não eram progressistas e eram antieugênicos: conservadores prematuros, libertários radicais e católicos ortodoxos - gente que os progressistas chamavam de retrógrados e reacionários.

Em segundo lugar, argumentar que progressistas eram produtos de seu tempo simplesmente reforça meu argumento de que o progressismo foi gerado num momento fascista e nunca quis encarar sua herança.

Enquanto a esquerda continua cega às ameaças fascistas que vêm de suas próprias fileiras, continuam atacando os dogmas religiosos e os políticos conservadores. Quem rejeita a clonagem? Quem se sente mais incomodado com a eutanásia, o aborto e o ato de brincar de Deus em laboratório? Uma nação conservadora de verdade, coisa que já não somos, nem ficaria se perguntando se destruir um blastócito ou um feto de oito meses é um assassinato. Quanto mais bebês defeituosos.

6. Ainda falando em eugenia, qual a principal linha divisória entre os progressistas em relação ao assunto?

Esta linha não era entre eugenistas e não eugenistas ou entre racistas e não racistas. Era entre defensores da "eugenia positiva" e da "eugenia negativa", entre aqueles que se chamavam humanistas e aqueles que subscreviam as teorias de suicídio da raça, entre ambientalistas e deterministas genéticos.

7. O que defendiam os "eugenistas do bem"?

Defendiam a ideia de que bastaria encorajar, bajular e subsidiar os mais aptos para que se reproduzissem mais e os não aptos para que se reproduzissem menos.

8. O que defendiam os "eugenistas do mal"?

Operavam ao longo do espectro que ia desde a esterlilização forçada até o aprisionamento, pelo menos durante os anos reprodutivos.

9. E quanto aos ambientalistas?

Eles enfatizavam que a melhoria das condições materiais das classes degeneradas melhoraria seu infortúnio. Já os teorias do suicídio da raça acreditavam que linhagem e classes inteiras de pessoas estavam além da possibilidade de salvação.

10. E quanto aos oponentes da eugenia?

Eram os conservadores. Os progressistas os chamavam de "darwinistas sociais". Foi o termo que usaram para descrever qualquer um que se opusesse à noção de que o Estado deve "interferir" agressivamente na ordem reprodutiva da sociedade. Na lógica artificial da esquerda, aqueles que se opunham à esterilização forçada dos "inaptos" e dos pobres eram os vilões, pois deixavam um "estado de natureza" reinar entre as classes inferiores. A instituição que mais se destacou no combate à eugenia foi a Igreja Católica. Foi a sua influência na Itália que tornou o fascismo menos obcecado pela eugenia que os progressistas americanos e os nazistas.

11. E a Klu Klux Klan?

O rótulo de fascista dado á KKK faz bastante sentido. Já o de direitista, não. A Klan da Era Progressista, surgida na segunda década do século XX, não era a mesma Klan que surgira em 1865, depois da Guerra Civil. Era uma coleção frouxa de organizações independentes que se espalhavam pelos Estados Unidos. O que as unia, além do nome e dos trajes absurdos, era que todas se inspiravam no filme “O nascimento de uma Nação”. Eram, na realidade, uma “subcultura repulsiva” de fãs do filme.

12. E a KKK da década de 1920?

Esta era vista como reformista e moderna, e tinha uma relação íntima com alguns elementos progressistas do Partido Democrata. O jovem Harry Truman, bem como Hugo Black, futuro juiz da Suprema Corte, estavam entre os seus integrantes. E a KKK era menos racista do que a academia.

13. Em que se sustenta hoje o liberalismo [a esquerda] nos Estados Unidos?

Ela se sustenta em três pilares: apoio ao Estado de bem-estar social, aborto e política de identidade. Obviamente, esta é uma formulação grosseira. O aborto, por exemplo, poderia ser integrado à política de identidade, já que o feminismo é um dos credos que exaltam a “jaula de ferro” (no sentido weberiano) da identidade.

14. O maior recurso da esquerda em discussões sobre racismo, sexismo e o papel do governo de modo geral é a suposição implícita  de que as intenções da esquerda são melhores e mais elevadas do que as do conservadorismo.

Tudo pose. O clichê diz: “Os liberais pensam com o coração, e os conservadores pensam com a cabeça.” Mas se levarmos em conta a história do liberalismo, é claro que essa vantagem é injusta, uma base intectual roubada. Os liberais podem estar certos ou errados a respeito de determinada política, mas a suposição de que estão automaticamente defendendo a posição mais virtuosa é pura besteira.

15. Como era o projeto do Estado de bem-estar social americano?

Era um projeto racial e eugênico desde a sua concepção. Os autores progressistas do socialismo do bem-estar social estavam interessados não em proteger os fracos das devastações do capitalismo, como afirmam os liberais modernos, mas em extinguir, como ervas daninhas, os fracos e inaptos, para assim preservar e fortalecer o caráter anglo-saxão da comunidade racial americana.

16. Existe alguma relação entre os progressistas americanos e os nazistas no que diz respeito à saúde moral e física?

Sim. O bem comum se sobrepõe ao bem privado. Foi essa bandeira que a Alemanha levou a extremos totalitários. A Lei Seca foi a principal ilustração disso na América e os nazistas olhavam com bons olhos este esforço americano. O álcool alimentaria a licenciosidade das raças mestiças inferiores. Na Alemanha, a principal preocupação era que o álcool e os ainda mais desprezados cigarros levassem à degenerescência da pureza ariana alemã. O tabaco recebia o crédito por todos os males imagináveis, inclusive de promover a homossexualidade.

17. Margaret Sanger é considerada uma santa liberal, uma santa de esquerda, uma fundadora do feminismo moderno. Foi a fundadora também do movimento pelo controle da natalidade e da Planned Parenthood, que todo ano concede os Prêmios Maggie a esquerdistas famosos. Estar do lado dela é estar do lado “certo”?

Depende. Margaret Sanger era uma completa racista. Sob a bandeira da “liberdade de concepção”, Sanger apoiou todas as bandeiras eugênicas. Buscou proibir a reprodução de inaptos e regular a reprodução de todas as pessoas. Ela escarnecia da abordagem cautelosa de eugenistas “positivos”, ridicularizando-os como mera “competição pelo berço”. Até hoje seus admiradores tentam minimizar este seu lado. Aliás, ficam ansiosos por isso. Talvez para se acharem do lado “certo”…

18. E conseguem?

Só fazendo um esforço muito grande. Uma pessoal imparcial não pode ler os livros, artigos e panfletos de Sanger sem encontrar semelhanças com a eugenia nazista. Ela publicava textos com o tipo de racismo extremado que associamos a Goebbels ou Himmler. Sua revista, Birth Control Review, apresentava os nazistas sob uma luz positiva. Publicava artigos de Ernst Rüdin, o diretor de esterilização de Hitler e um dos fundadores da Sociedade Nazista para a Higiene Racial.

19. Qual foi a razão do sucesso de Sanger?

Foi promover a campanha pelo controle social associando a campanha racista-eugênica a prazer sexual e liberação feminina. Em seu “Código para parar a superprodução de crianças”, de 1934, ela decretou que “nenhuma mulher terá o direito legal de gerar um filho sem permissão… Nenhuma permissão será válida para mais de um filho.” Ela argumentava que a maternidade era uma restrição socialmente imposta à liberdade das mulheres.

20. O que foi o Projeto Negro de Sanger?

Em 1939, ela contratou ministros negros por meio da Federação de Controle da Natalidade. Contratou também médicos e outros líderes para podar a supostamente excessiva população negra. A intenção racista está acima de qualquer dúvida. Ela afirmava:

A massa de significativo número de negros ainda se reproduz descuidada e desastrosamente, e isso resulta em que o número de negros ocorra naquela porção de população menos inteligente e apta.

Hoje, a intenção de Sanger pode parecer chocante, mas ela reconhecia seu extremo radicalismo. É possivel que Sanger não quisesse “exterminar” os negros. Mesmo assim, muitos negros viram o projeto desse modo e começaram a lançar suspeitas sobre o projeto. Em 1977, uma pessoa que via a relação, por exemplo, entre aborto e raça de uma perspectiva menos confiante, mandou um telegrama ao Congresso para dizer que o aborto era o mesmo que “genocídio contra a raça negra”. E acrescentou em caixa alta: “POR UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA, TENHO QUE ME OPOR AO USO DE FUNDOS FEDERAIS PARA UMA POLÍTICA DE MATAR CRIANCINHAS”. O nome dessa pessoa era Jesse Jackson. Talvez seja desnecessário dizer que ele mudou de posição sem o menor problema quando decidiu disputar a indicação do Partido Democrata.

A primeira parte desta série está aqui.

A segunda, você acha aqui.

E a série ainda não terminou. Aguardem a 4ª parte.

terça-feira, 30 de junho de 2009

ELES TENTANDO SAIR E A GENTE QUERENDO ENTRAR

WASHINGTON - Numa decisão que pode ter profundas implicações na aplicação de ações afirmativas nos Estados Unidos, a Suprema Corte americana decidiu que bombeiros brancos, cuja promoção não foi permitida pelo fato de colegas negros não terem sido também aprovados, têm direito a assumir seus postos, como mostra reportagem do GLOBO desta terça-feira. A votação no principal tribunal do país também pode ter implicações para o governo de Barack Obama, pois ela anulou uma decisão tomada por uma juíza de um tribunal de apelações que foi indicada pelo presidente para se tornar integrante da Suprema Corte.

Mais aqui. A matéria só é completa para assinantes.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A PEDAGOGIA DO OPRIMIDO, OS ESTADOS UNIDOS E UM PAPO DENTRO DE UM ÔNIBUS

Já comentei este bate-papo dentro de um ônibus, perto do ponto onde eu desceria. Coisa rápida, não levou nem um minuto. Nem cheguei a responder. Meu interlocutor carregava, feliz, um exemplar da "Pedagogia do oprimido", do incensado Paulo Freire. Para quem quiser saber dos estragos que Freire está fazendo até nos Estados Unidos, basta ler este artigo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O TERROR NA TRÍPLICE FRONTEIRA

No dia 30 de dezembro publiquei o post do qual destaco um trecho:

(...) quando se falou da possibilidade de terroristas estarem escondidos na área da Tríplice Fronteira, vários sites de esquerda se levantaram contra a "blasfêmia" da acusação e acusaram, claro, o "império", os gatunos de Bush e coisa e tal.

Claro, tudo paranóia de vivandeiras de direita que não estão comprometidas com o belo porvir. Mas aí, lendo o Reinaldão, vejo que não eram apenas os falcões de Bush que temiam a presença de terroristas na região:

Homem da Inteligência do governo Obama diz que terror está presente na Trípice Fronteira

No Estadão:
Em sua primeira audiência no Senado americano, o novo diretor nacional de Inteligência dos EUA, o almirante da reserva Dennis Blair, afirmou ontem que o grupo libanês Hezbollah "está presente na Tríplice Fronteira - entre Brasil, Paraguai e Argentina -, região conhecida pelo tráfico de drogas e armas". A atuação do partido libanês, considerado terrorista por Washington, teria sido reforçada pela proximidade entre o Irã e o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

É bom que esta reportagem seja publicada, pois ela refresca a memória e informa que a suspeita da presença de terroristas na região vem desde a época do governo Clinton, em cujo terceiro mandato os EUA entraram em 20 de janeiro.

Acho bom que se procure também não só por simpatizantes do Hezbollah, bem como do Hamas. E acho bom os brasileiros se preocuparem com isso: o governo Lula não considera nem um nem outro como grupos terroristas. Assim como as Farc... E não é por coincidência...

domingo, 16 de novembro de 2008

PASSOU BATIDO

Com a vitória de Oba-Obama, ninguém comentou o referendo do estado de Nebraska que acabou com a política de "discriminação ou tratamento preferencial pelo Estado com base em raça ou gênero". Acho que já se cansaram disso por lá. De todo modo, parabéns ao pessoal de Nebraska.

Ouvimos - isso sim - o rififi e os ataques histéricos com as derrotas nos referendos que disseram NÃO ao casamento gay. Bom, pra mim pouco se me dá se um casal homossexual quer se casar ou não. Mas, democráticos como são, a petizada saiu às ruas para protestar contra o resultado.. das urnas... Não sabem perder mesmo... Democracia é o que eles querem.

sábado, 15 de novembro de 2008

AINDA McCAIN

Pesquei esse vídeo lá do blogo do Pedro Doria.


‘Como o senhor tem passado’, pergunta Jay Leno.
‘Tenho dormido como um bebê’, responde McCain.
‘Durmo duas horas, acordo e choro, durmo outras duas horas, acordo e choro…’

Legalzinha a piada do McCain. Mostra, no mínimo, seu espírito esportivo, seu respeito aos resultados, às urnas. Fosse o contrário, estariam pedindo histericamente recontagem de votos, ameaçando parar o país em nome da "democracia". Como no México com López Obrador. Como Al Gore naquele chororô sobre a Florida.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

SARAH PALIN: VALIA TUDO CONTRA ELA!

No afã de descontruir a imagem de Sarah Palin, a imprensa americana fez de tudo, menos informar. Até trote tava valendo!

"CHANGE" DE OBAMA NÃO ACABOU COM O TOMA LÁ, DÁ CÁ

Arrecadou, ganhou vaguinha no governo Obama. Exatamente como acontecia no governo de Bush, o execrável. Change! Change! vocês se lembram, hahaha! Se bobear, daqui a pouquinho até um petista arruma uma boquinha no governo do Obama...

Agora quero ler um artigo indignado do Jabor vomitando toda a sua revolta contra o " é dando que se recebe" do Messias de Chicago. Eu volto a dizer: serão quatro anos interessantes...


OBAMA: FAÇA O QUE EU DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO

Malandro esse Obama, hein...

Se ele tivesse feito isso, não ganhava nem as primárias.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

CUIDADO COM O CHARUTO!

Se é verdade que Obama pretende trabalhar com grande parte da equipe de Clinton, é bom a dona Michelle botar as barbas de molho. Sobretudo quando chegar a hora de escolher as estagiárias.

sábado, 8 de novembro de 2008

Ó... TÔ DIZENDO...

Posts abaixo eu disse que o presidente do Irã, o parlapatão Sopa de Letrinhas-Nejad, ia enfiar o dedo no cu e rasgar depis da escolha do Chefe de Gabinete do Obama.

E não é que parece que vai enfiar mesmo?
El presidente del Parlamento iraní, Alí Larijani, criticó el sábado las declaraciones del presidente electo de Estados Unidos, Barack Obama, quien la víspera afirmó que la fabricación de armas nucleares por Teherán es "inaceptable".
Criticaram a escolha do Obama porque Rahm é "sionista".

Eu disse que teremos quatro anos muito divertidos.

Reinaldo Azevedo disse que Obama é capaz de decepcionar mais os que votaram nele do que aqueles que não votaram.

E Bruno Garschagen disse que Obama seria mais um falcão.

Vamos aguardar. Mas pelo jeito...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

PAREM O MUNDO: NÃO TÔ ENTENDENDO PORRA NENHUMA!!!

Porra, o Gilberto Carvalho do Obama, o cara que vai trabalhar na sala ao lado, coordenando o governo e que é o primeiro sujeito para o qual o presidente liga na hora de um perrengue, é pró-Israel? E não só é pró-Israel como é um ex-membro do exército de Israel? E cujo irmão mais velho lutou na Guerra de Independência de Israel em 1948? E que, ainda por cima, é a favor da guerra do Iraque?

Puta que o pariu... Se isso não for jogo de cena, o Ahmadinejad tá enfiando o dedo no cu e rasgando...

COMO ERA LINDA A MINHA BANDEIRA!

A eleição de Barack Obama derrubou mais uma bandeira da esquerda: a de que a América é um país racista. Sobretudo depois que 43% dos eleitores brancos votaram no afro-negão. (E, por favor, não quero crer que ainda possam existir débeis-mentais jaborianos que possam perguntar: "E os outros 57%?") É coisa de tapa na orelha!

Bom, agora quero crer que os ilustrados e progressistas do Brasil Brasileiro vão finalmente concordar com os versos do Hino Nacional dos Estados Unidos: em que outra terra isso seria possível? Ora, só na "terra dos homens livres, no lar dos valentes"!