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quarta-feira, 2 de junho de 2010

ISRAEL: O ÚNICO CASO DO JORNALISMO ONDE NÃO É USADA A PALAVRA “SUPOSTO”

Estando certo ou errado, Israel sempre será culpado. Nas cartas do Globo, ainda que um ou outro leitor já reconheça o truque dos “pacifistas”, há quem chame o que Israel fez com o trenzinho da alegria turco do Hamas de “terrorismo”. Gostaria de saber o que essa gente pensa de Bin Laden.

Falar do caso da flotilha sem saber ou sequer pesquisar quem é Bülent Yildirim é simplesmente desonestidade intelectual.

Cadê comboios humanitários para Cuba? Pra Coreia do Norte? Pro Irã? Nada disso! Vamos encher o saco de Israel, que é o “pele” do mundo. Além do mais, vai ter a imprensa do mundo inteiro contra os reacionários de Israel. Figurinha repetida.

E o Brasil, aquele país que não se mete em problemas dos outros países? O pessoal mais sorvete-na-testa da diplomacia mundial saiu logo condenando Israel. Acho que essa histeria já está beirando o antissemitismo, mas deixa pra lá.

Pra completar, tinha até cineasta brasileira, o que é um oxímoro: ou se faz cinema ou se é brasileiro.

Enfim, é o único caso do jornalismo brazuca onde não é usada a palavra “suposto”. Isso só vale para mensaleiros, aloprados, assassinos, pedófilos… Essa gente goza do benefício da dúvida. Israel, não. Mesmo com todas as provas de que os “humanistas” atacaram os soldados israelenses, Israel só tem direito ao malefício da certeza…

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

FASCISMO DE ESQUERDA – PARTE 4

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A quarta parte deste “bate-papo” fala de cinema, aborto, ainda um pouco de eugenia, educação e a guerra cultural.

1. Em 2005, William Bennett, um pró-vida convcto, invocou o argumento de Steven Levitt (“O aborto legalizado levou à diminuição de crimes”) para denunciar o pensamento eugênico e foi execrado pelos liberais. Por que isso aconteceu? 

O capítulo em que Levitt trata do aborto em Freakonomics é uma atualização de um artigo que ele escreveu em 1999. Textual: “O aborto legalizado levou à diminuição de filhos indesejados; filhos não desejados cometem mais crimes; o aborto legalizado, portanto, levou a menos crimes”. O problema é que Freakonomics removeu todas as referências à raça e nunca correlacionou os fatos de que, como os fetos abortados são desproporcionalmente negros, e os negros contribuem desproporcionalmente para a taxa de crimes, a redução do tamanho da população negra reduz crimes. A imprensa na época não pareceu se importar, só quando Bennett, um pró-vida, usou o mesmo argumento para denunciar a eugenia.

2. O que Bennett disse?

Ele disse: “Sei que é verdade que, se quiser reduzir os crimes, você poderia – se fosse seu único propósito – abortar todos os bebês negros neste país, e sua taxa de crimes cairia. Isso seria uma coisa impossível, ridícula e moralmente repreensível de se fazer, mas a taxa de crimes cairia.” O que parece haver ofendido os liberais, acima de tudo, foi que Bennett havia acidentalmente tomado emprestada uma lógica convencional de esquerda para afirmar um ponto de vista conservador e, tal como acontecia com os darwinistas sociais de antigamente, isso deixa os liberais bastante aborrecidos. Vários porta-vozes negros disseram que Bennett queira exterminar negros e que era profundamente racista. Ora, trata-se de uma reviravolta espantosa. Afinal, quando os liberais defendem abortos, usualmente dizem que não matam “bebês”, apenas removem um aglomerado de células. Se abortos HIPOTÉTICOS cometidos para fins conservadores são infanticídios, como é possível que abortos reais realizados para fins liberais não o sejam?

3. E o que dizer de Peter Singer?

Singer é considerado o mais importante filósofo vivo e o principal eticista do mundo. Ele leciona em Princeton e argumenta que crianças indesejadas ou inválidas devem ser mortas em nome da “compaixão”. Ele também defende que idosos e outros estorvos sociais devem ser eliminados quando suas vidas não valem a pena ser vividas. Singer é uma das principais vozes da esquerda e mostra que, apesar do Holocausto ter desacreditado a eugenia per se, seus defensores ainda estão vivos e bem influentes.

4. Afinal, os grandes negócios são coisa de direita?

Se são, precisam ser avisados disso. Por que financiam atividades liberais e esquerdistas e se vangloriam disso em comerciais e campanhas de publicidade? Como explicar que não exista praticamente nenhuma questão importante nas guerras culturais – seja o aborto, o casamento de gays ou as ações afirmativas – nas quais os grandes negócios tenham desempenhado um papel relevante do lado da direita americana, enquanto existem dezenas de corporações que apóiam o lado liberal?

5. Uma das razões para escrever este livro?

Furar a bolha da presunçosa autoconfiança de que simplesmente por ser de esquerda alguém é automaticamente virtuoso.

6. Mas os problemas da esquerda no passado não são apenas problemas do passado?

Os problemas da esquerda de hoje se encontram na esquerda de hoje, não há dúvida. A relevância de se falar no passado está em que, diferentemente do conservador que tem lutado com sua história para se certificar de que não vai repeti-la, a esquerda não vê necessidade de fazer nada parecido.

7. O que pode explicar o amor de esquerdistas por homens como Che, Arafat, Castro, Mao?

Isto está ligado claramente à obsessão da esquerda pelos valores fascistas de autenticidade e vontade. É uma inclinação natural por “homens de ação”. A esquerda tem uma queda inerente por homens que “transcendem” a moralidade e a democracia burguesa em nome da justiça social.

8. E quanto à educação progressista?

Ela tem dois pais. A Prússia e John Dewey, guru de Hillary Clinton. O jardim de infância foi transplantado da Prússia para os Estados Unidos no século XIX porque os reformadores americanos estavam totalmente encantados pela ordem e pela doutrinação patriótica que crianças pequenas recebiam fora de casa. Além disso, achavam que era a melhor forma para extirpar traços não americanos dos imigrantes. Para outros progressistas, capturar crianças nas escolas era parte de um esforço maior para quebrar a espinha dorsal da família nuclear, a instituição mais resistente à doutrinação política.

9. Que cuidados devemos ter em relação aos nossos filhos?

Tenham cuidado dos engenheiros sociais. Eles querem “criar” um novo tipo de ser humano. Essas novas crianças precisarão aprender a amar a todos como se fossem parte da família, afinal, múltiplos vínculos se tornarão o ideal. Timidez e vínculo materno exclusivo parecerão disfuncionais. Querem desenvolver novos tratamentos para crianças com vínculos maternos excessivos. Por tratamento entenda-se propaganda, que já fazem parte de alguns livros adotados em escolas progressistas como “Mamãe, vá embora!”. A boa criança será aquela mais ligada “a “comunidade” e menos ligadas a seus pais.

10. Os liberais se preocupam basicamente com o quê?

Com a cultura. Ou melhor, com a imposição de cultura. Durante a década de 1990, por exemplo, o liberalismo mergulhou de cabeça no negócio de formação de cultura, desde a política de significado de Hillary Clinton até critérios de desempenho adaptados às características de gênero nos esportes universitários, a presença de gays nas Forças Armadas e a guerra ao cigarro. Em 2007, para se ter uma ideia, uma creche progressista em Seattle proibiu o uso do Lego porque, com aquele brinquedo, “as crianças estavam construindo suas suposições a respeito da propriedade e do poder social que ela propicia, suposições que espelhavam as de uma sociedade capitalista baseada em classes – e que nós, professores, acreditamos ser uma sociedade injusta e opressiva”. Em lugar disso, criaram uma brincadeira que refletia os padrões moralmente superiores de “coletividade”.

11. Qual a lógica fundamental dos julgamentos da Suprema Corte em relação ao aborto?

Por incrível que pareça esta lógica não está baseada no “direito de escolha”, mas sobretudo na ideia de que religião e moralidade religiosamente informada não têm nenhum lugar nas questões públicas. Este é um dos aspectos da guerra cultural. Ela chegou à Suprema Corte.

12. A guerra cultural busca cercear a religião?

Exatamente. Em 1995, a Corte de Apelação do Nono Circuito decidiu que o “direito de morrer” não poderia ser constrangido simplesmente “para satisfazer aos preceitos morais ou religiosos de uma parte da população.” Não importa que as raízes de leis contra assasinato, perjúrio e roubos brotem diretamente daqueles preceitos religiosos.

13. De onde vem esse conceito de guerra cultural?

O termo vem do alemão Kulturkampf. A esquerda usa este termo para se referir aos supostos esforços da direita para demonizá-la e impor seus valores ao resto do país. Os matizes germânicos servem para evocar um parelelo com Hitler. Mas a Kulturkampf original não foi uma ação repressiva da direita contra dissidentes liberais ou minorias em perigo, mas um ataque da esquerda contra as forças do tradicionalismo e do conservadorismo. Ostensivamente, a Kulturkampf foi uma guerra contra os católicos alemães, absorvidos, pela primeira vez, na Grande Alemanha. Bismarck temia que eles pudessem não ser suficientemente leais a uma Alemanha liderada pela Prússia e, mais pragmaticamente ainda queria evitar a formação de um partido católico alemão.

14. E nos Estados Unidos?

De maneira semelhante, a Kulturkampf americana da década de 1960 começou não com os hippies, a Guerra do Vietnã ou mesmo os direitos civis. De forma adequada a uma tentativa de abrir o caminho para uma nova religião política, ela começa com o esforço de abolir as preces das escolas.

15. Vamos falar um pouco de cinema.

Hollywood é a mais poderosa agência de propaganda de facto na história humana. É possível defender todos os filmes que citarei aqui, no sentido que representam progressos no desdobramento da civilização ocidental de liberdade – e também são um bom divertimento. Mas o fato é que o fascismo garante sucesso de bilheteria, e os conservadores, com poucas exceções, são impotentes para combatê-los, porque nem ao menos sabem o que estão vendo. Os liberais, por sua vez, são rápidos em rotular de fascista qualquer “glorificação” da guerra ou de batalhas, mas estão celebrando o tempo todo o niilismo e o relativismo em nome da liberdade e da rebelião inviduais.

16. “Beleza americana”.

Kevin Spacey é Lester Burnham, um profissional burguês, casado com uma profissional burguesa e com uma filha convenientemente alienada. A vida de Lester dá uma guinada quando ele fica obcecado sexualmente por uma amiga de sua filha. Ele joga tudo pro alto, começa uma campanha de autoaperfeiçoamento que envolve uma obsessão narcísica com o corpo, dando um piparote em todas as convenções sociais e cedendo à todos os desejos num desafio à razão. Esse tipo de coisa, onde a pessoa “real” é encontrada não na cabeça, mas entre as pernas, parece passar por alta sabedoria em Hollywood.

17. “Forrest Gump”.

Um homem branco retardado é a única força moral confiável durante o caos das décadas de 1960 e 1970. O que redime o homem branco, aqui, é a sua anormalidade.

18. “Melhor é impossivel”.

Jack Nicholson é um tipo preconceituoso e virulento até que começa a tomar potentes drogas psicotrópicas, que de fato o curam de seu “branquismo” (Adorno poderia chamá-las de pílulas antifascismo) e o tornam tolerantes com gays e negros e capaz de amar.

19. “Sociedade dos poetas mortos”.

Hitler teria aplaudido de pé. O filme começa com estudantes aprendendo poesia de acordo com uma fórmula, traçando sua “perfeição”. É quase possível ouvir Hitler denunciando essa maneira “judia” de medir a arte. Então chega o sr. Keating e diz para os estudantes arrancarem estas páginas do livro. Keating os encoraja a violentar a convenção e exorta-os a subir na mesa do professor, numa exibição simultânea de superioridade e desprezo pelos papéis tradicionais. Um dos alunos, Todd, está com medo das novas abordagens de Keating que, então, de maneira intimidante, convoca-o a soltar o seu “brado bárbaro”. Keating encoraja seus pupilos a “aproveitarem o dia”, num glorioso culto da ação. Seguindo seus ensinamentos, os estudantes verdadeiramente “livres” criam uma sociedade secreta na qual adotam nomes pagãos e que se reúne numa velha caverna para tirar a “essência da vida”, criar novos deuses e ler poesias românticas. Neil, outro estudante, é despertado pelo sr. Keating e se rebela contra a pressão do pai burguês que quer que ele se torne médico. Ele quer viver uma vida de paixão como ator e quando o pai o proíbe, ele se mata para não se curvar – um final semelhante a Der König, peça favorita de Hitler, que a assistiu 17 vezes em três anos. Neil é representado como um Cristo, a despeito de seu egoísmo. A morte de Neil sacode a escola. Arriscam-se a ser expulsos se procurarem o sr. Keating, mas não resistem ao seu carisma. Desafiam o novo professor. Esses belos super-homens, unidos em suas vontades, buscam seu “capitão”, afastando-se da autoridade tradicional. Só faltaram mesmo as saudações nazistas.

20. “Matrix”.

É uma alegoria totalmente fascista com alguns traços marxistas. Keanu Reeves representa um burguês aprisionado numa vida de cubículo. Seu codinome Neo não apenas representa seu verdadeiro nome no partido (é como se fosse), mas também resume seu status como um Novo Homem, um Übermensch que pode dobrar o mundo à sua vontade e, em algum momento, pode até voar. A falsidade de seu estilo de vida lhe é revelada quando desperta de um sonho e compreende que o que pensava ser a sua vida real era uma prisão, uma jaula onde forças parasitas e manipuladoras literalmente viviam à sua custa. Em vez de judeus sanguessugas, o inimigo é o que os seguidores da Nova Era nos séculos XIX e XX chamavam de a Engrenagem ou das System. Depois disso, ele se junta a uma sociedade secreta pagã, onde os únicos vestígios autênticos da Humanidade vivem numa glória dionisíaca no ventre morno da Mãe Terra, totalmente dedicados à salvação dos poucos que vale a pena salvar dentre seus irmãos entorpecidos. Homens brancos desbotados, vestidos em ternos escuros, rejeitam a autenticidade da vida humana em nome de uma lógica fria e de prioridades mecânicas. São literalmente desenraizados, não meramente inclinados a abstrações, mas abstrações reais. Parece haver poucos deles, mas estão em toda a parte; podem tomar forma humana e operar qualquer coisa. Em suma, são versões em quadrinhos de tudo o que os nazistas diziam a respeito dos judeus.

É importante reconhecer que estamos falando não tanto da cultura de esquerda ou da cultura liberal, mas da cultura americana. Em muitos aspectos, o vício de Hollywood com a estética fascista não é ideológico. Gladiador usou imagens fascistas porque aquela era a melhor forma de contar a história. Só porque estou apontando temas fascistas nesses filmes, não quer dizer que sejam ruins. Não há como negar também que os conservadores estão dispostos a acolher filmes fascistas se eles vêm da direita. Muitos conservadores gostaram de Coração valente, porque exibia a resistência à tirania e celebravam a “liberdade”. Mas a “liberdade” desses filmes não era tanto a liberdade per se, mas a liberdade da tribo de se comportar de acordo com seus próprios valores relativistas. Os clãs das terras altas da Escócia dificilmente eram repúblicas constitucionais. Outro exemplo semelhante está no filme 300. Os espartanos eram uma casta eugênica e vagamente homoerótica de guerreiros que teria levado Hitler a apaludir de pé, a despeito dos esforços de Hollywood para americanizá-los.

Com isso concluímos a 4ª parte. Em breve a quinta e última parte.

Primeira parte.

Segunda parte.

Terceira parte.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

FASCISMO DE ESQUERDA, de Jonah Goldberg - PARTE 1

Você é a favor da reforma agrária? Da educação pública? Da previdência social? Da extinção do trabalho infantil? Parabéns! Você seria um excelente nazista!

Não, não olhe para mim pensando que estou defendendo Hitler. Estas eram bandeiras do Partido Nazista e devo dizer que ele implementou essas modificações na Alemanha numa época em que o nazismo, o fascismo e o comunismo causavam admiração em todo o mundo. Eles iriam substituir de forma definitiva a democracia liberal, refém de partidos políticos corruptos e do grande capital.

Mas então por que o comunismo continua sendo tolerado e o nazismo foi execrado? Bom, eu não tolero o comunismo e muito menos o nazismo. Mas se antes achava que eram gêmeos bivitelinos, agora sei que são univitelinos mesmo. As mesmas plataformas, o mesmo salvacionismo, a mesma pregação da violência, a mesma militarização. A diferença na Alemanha é que não se procurava uma internacionalização. Fortalecia-se o nacionalismo. E, apesar do antissemitismo de Stálin, ele não predominava entre os bolcheviques.

Ah, sim, e depois da Segunda Guerra, Stálin disse: o fascismo é ruim e o comunismo é maneiro. E todo mundo aceitou. Mesmo nos Estados Unidos, pessoas ligadas à ala progressista do Partido Democrata eram ardorosas defensoras do nazi-fascismo. Depois do Holocausto, tentaram apagar seus rastros. Em vão. Pegava mal ser admirador de Mussolini, por exemplo, que chegou a pensar em entrar na guerra do lado dos... aliados.

A dificuldade de se definir o fascismo se deve, sobretudo ao fato de que existiam vários fascismos. Mussolini não era antissemita e a Itália só perseguiu judeus depois que Hitler instalou um governo títere em solo italiano. Por sinal, muitos judeus eram do Partido Fascista. Podemos ver isso em "O jardim dos Finzi-Contini", por exemplo. Franco, ao contrário de Hitler, que queria, como bom nietzchiano, acabar com o Cristianismo, era um católico fervoroso e se recusou a entregar judeus ao Führer.

Das definições dadas no livro de Jonah Goldberg chega-se à conclusão espantosa de que a primeira experiência fascista ocorreu no único lugar onde se poderia jurar que ele nunca aconteceria: os Estados Unidos da América. O governo de Woodrow Wilson. O governo do tão decantado Partido Democrata.

Mas vamos com calma. Falarei deste fascinante livro aos poucos na base de perguntas e respostas, como se eu estivesse entrevistando seu autor, Jonah Goldberg.

1. Por que os esquerdistas chamam os direitistas - ou simplesmente quem discorde deles - de fascistas?

Porque este é o seu grande "argumento". Afinal de contas, quem é que leva a sério um fascista? "Você não tem a obrigação de ouvir um argumento de um fascista (...)". É por isso que Al Gore e muitos outros ambientalistas têm tanta facilidade em comparar os céticos a respeito do aquecimento global àqueles que negam a existência do Holocausto.

2. O que se tornou, enfim, a palavra fascista?

Um sinônimo de herege. Atualmente, significa algo "não desejado", como notou, em 1946, George Orwell. A esquerda usa outras palavras com significados menos elásticos com o mesmo intuito: "racista", "homófobo", "sexista" e, pasmem, "cristão".

3. A era dos debates acabou?

Bom, este seria o sonho dourado dos esquerdistas. Mas quem seria contra a "guerra contra a pobreza", "guerra contra o aquecimento global"? Exortações deste tipo que encontramos quase diariamente na imprensa são na verdade "equivalentes morais para a guerra". Os especialistas e os cientistas sabem o que fazer, dizem-nos. Não há o que debater. Embora numa forma mais gentil e benigna, é a lógica do fascismo.

4. Hoje, nos sentimos confortáveis equiparando racismo e nazismo, não sem razão. Mas por que não se equiparam racismo e afrocentrismo?

É uma boa pergunta. Afrocentristas do passado, como Marcus Garvey, eram pró-fascistas. A Nação do Islã tem vínculos com nazistas e sua teologia é himmleriana. Os Panteras Negras são essencialmente fascistas. Não diferem nada nos seus procedimentos dos camisas-pardas de Hitler.

5. Comparar israelenses a nazistas é injusto?

Injusto e problemático. Não se ouve isso, por exemplo, em relação a grupos como o National Council of La Raza. Recentemente, Barack Obama indicou para a Suprema Corte a juíza Sonia Sotomayor, integrante deste grupo. "Tudo pela raça, nada fora da raça". Por que será que quando um homem branco despeja tais sentimentos, ele é fascista, mas quando um negro diz a mesma coisa, é multiculturalismo?

6. Fidel Castro é um fascista?

Fascista de carteirinha. Mas como a esquerda aprova sua luta contra o imperialismo e ele usa palavras mágicas do marxismo, então é, segundo a própria esquerda, estúpido chamá-lo de fascista. Mas chamar Reagan de fascista é bacana. Coisa de gente que pensa.

7. Então o fascismo não é um fenômeno de direita?

Sempre houve a crença de que fascismo e comunismo estão em polos opostos. Nada mais falso. Historicamente, sempre competiram pelas mesmas bases, buscando controlar o mesmo espaço social. Em termos de teorias e práticas, as diferenças são mínimas. Essa crença de que eram coisas diferentes foi um truque intelectual "vermelho" - e muito bem sucedido.

8. Tanto o comunismo quanto o fascismo atraíram seguidores no Ocidente. Por quê?

Porque eram movimentos internacionais. Vivíamos um momento fascista no começo do século XX, sobretudo depois da Primeira Guerra Mundial. Este momento fascista reuniu vários elementos que compunham a política e culturas da Europa: ascenção do nacionalismo, o Estado de bem-estar social de Bismarck, o colapso do Cristianismo como fonte de ortodoxia social e política. Em lugar do Cristianismo, foi oferecida uma nova religião: o Estado divinizado e a nação como comunidade orgânica.

9. Mas por que o nazismo passou a ser mal visto?

Por causa do Holocausto. Depois do massacre alemão, não era chique louvar Hitler e Mussolini como muitos progressistas haviam feito nas décadas de 20 e 30. O fascismo era visto como um movimento social progressista. Depois disso, ninguém queria se ver ligado a um nacionalismo extremista e genocida. A partir daí, a esquerda redefiniu o fascismo como coisa de gente "de direita" e projetaram seus pecados sobre os conservadores. Mas não deixaram de tomar emprestados alguns dos pensamentos fascistas e pré-fascistas até hoje.

10. O presidente Lula disse que na Venezuela, existe "democracia até demais". Também pensavam assim, em relação á Alemanha, alguns americanos na década de 20?

Claro. Os pais do New Deal achavam que o fascismo parecia uma ideia bastante boa, um experimento que valia a pena fazer. O escritor progressista W. E. B DuBois achava que o nazismo era necessário para pôr em ordem o Estado. Em 1937, ele fez um discurso no Harlem dizendo que em alguns aspectos, havia mais democracia na Alemanha do que em anos passados. Não é praticamente a mesma coisa?

Nossa entrevista continua em breve.

sábado, 4 de abril de 2009

COMO DIZIA RITA LEE: "TEM SEMPRE UM AIATOLÁ PRA ATOLAR, ALÁ!"

image El guía supremo iraní, el ayatolá Alí Jamenei, saludó este sábado la decisión "valiente" de Venezuela de romper hace más de dos meses sus relaciones con Israel, enemigo acérrimo de Irán, durante un encuentro en Teherán con el presidente venezolano Hugo Chávez.

Texto completo aqui.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

LEMBRA DAQUELA HISTÓRIA DE QUE ISRAEL BOMBARDEOU UMA ESCOLA DA ONU?

Lembra mesmo?

Pois é: era mentira!

Quem diz isso?

A própria ONU!

Espero editoriais indignados dos jornais descendo a mamona em seus próprios jornalistas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A EUROPA A CAMINHO DA DITADURA ISLÂMICA

Manifestação pró-Israel, autorizada pelo governo, é atacada por palestinos. Isso na Suécia. A polícia chega e não consegue impedir os ataques dos palestinos. Resultado: sobra gás lacrimogêneo pros palestinos e pros pessoal pró-Israel, vítimas do ataques dos palestinos que comemoram a façanha gritando "Hitler é grande!"

Se você for esperar para ver qualquer notícia semelhante aqui no Brasil, espere sentado, porque em pé vai cansar.

Vídeos aqui.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O MEU MURO É BACANA... O DELES, É FEIO!

"España tiene una valla en Ceuta y Melilla para protegerse de la inmigración e Israel levantó ese muro [en Palestina] para proteger a sus ciudadanos".

Declaração do embaixador de Israel na Espanha, Rafael Schutz. Pela primeira vez, creio, o PSOE, o PP e os muçulmanos se uniram para discordar do diplomata. Um comentarista, que assina com VH, escreve:

"existen en el mundo 240 muros construidos con fines parecidos, pero solo se critica al de israel"

Mais aqui.

Mas li primeiro aqui.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PARA POLÍCIA ALEMÃ, A BANDEIRA DE UM PAÍS DEMOCRÁTICO E LEGÍTIMO É UMA "PROVOCAÇÃO"

A polícia alemã invadiu um apartamento e retirou da janela uma bandeira israelense. Perto dali, se realizava um protesto de muçulmanos contra o...

(     ) genocídio em Gaza

(     ) reação desproporcional de Israel

(     ) Todas as respostas anteriores

Bem, em nome da liberdade de expressão, a polícia alemã resolveu derrubar a porta do apartamento - que ficava no terceiro andar - para que os muçulmanos não ficassem ofendidos. Sabe como é, não fica para um israelense ter uma bandeira de seu país na janela de seu apartamento.

O problema é que tudo foi filmado e caiu no You Tube, mostrando a delicadeza da polícia. Por pressão da mesma, o vídeo saiu do You Tube, mas a internet tem dessas coisas: os vídeos pipocaram pelo mundo afora e a polícia não pode fazer mais nada. E agora, todos torcem para que os proprietários do apartamento entrem na justiça.

Aqui.

ACHO QUE NÃO É SÓ LULA QUE PRECISA FECHAR A BOCA DE VEZ EM QUANDO... OFÉLIA AMORIM BEM QUE PODIA DAR SOSSEGO

- Não vamos pensar em saber aqui de quem é a culpa, mas o povo palestino, mulheres, crianças, todo dia tem morrido. E isso tem que parar, isso tem que parar rapidamente. Esta é a opinião de toda a comunidade internacional.
Aí estão as palavras de consolo de Ofélia Amorim, nosso ministro de Relações Exteriores. Este sujeito pertence ao governo de um país onde morrem 50 mil pessoas assassinadas por ano. Sem guerra, sem terrorismo, sem nada. É o caso típico do macaco que não olha o próprio rabo. 

A matéria completa está aqui.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

TOP TOP GARCIA TAMBÉM QUER RIFIFI ENTRE JUDEUS E PALESTINOS NO BRASIL!!!

Excelente texto de Carlos Brickman separando o Itamaraty das porralouquices de Top-Top Garcia.

Bem que ele (o Top Top, não o Brickman) poderia ter ficado na selva esperando os reféns que o Chávez prometeu libertar e não libertou...

TRATADISTAS QUE NÃO MERECEM SER CITADOS, MAS QUE EU CITO ASSIM MESMO

"Os palestinos estão afugentando os israelenses agora porque encontraram seu ponto fraco: os judeus amam a vida mais do que os outros povos e preferem não morrer. Assim, os homens-bomba são ideiais para lidar com eles."

Ismael Haniya, líder do Hamas, morto nos atuais bombardeios de Israel, em entrevista ao Washington Post, em 2000. ("Em defesa de Israel, de Alan Dershowitz, ed. Nobel, página 170.)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

"PEIDO DE FORMIGA"

Boa a expressão que li no blog do Avolio.

Ela serve para designar a atitude do Cretino de Caracas, que expulsou o embaixador de Israel daquela pocilga que ele governa.

Enquanto isso, a polícia turca frustra um voo (ah, essa porra dessa ortografia!) com carregamento suspeito do Irã para a Venezuela.

Uma coisa é certa: Chávez sabe distrair a mídia...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

STÁLIN (17): O ANTI-SEMITISMO DO "SUPREMO"



O anti-semitismo de Stálin continuava a ser uma mistura de preconceito antiquado, suspeita de um povo sem terra e desconfiança, uma vez que seus inimigos eram com freqüência judeus. Era tão despudorado que, em Ialta, disse francamente a Roosevelt que os judeus eram "atravessadores, especuladores e parasitas". Mas, depois de 1945, houve uma mudança: Stálin passou a ser um anti-semita obsessivo e rancoroso.

Sendo antes de tudo um homem político, essa posição de Stálin era, em parte, um juízo prático: combinava com seu novo nacionalismo russo. A supremacia dos Estados Unidos, com sua poderosa comunidade judaica, fazia com que os judeus soviéticos, com suas conexões americanas restauradas durante a guerra, parecessem uma desleal quinta-coluna. Suas suspeitas em relação aos judeus eram outra faceta de seu complexo de inferioridade em relação aos Estados Unidos, bem como um sintoma de medo da nova confiança auto-assertiva de seu próprio povo vitorioso. Era também uma maneira de controlar seus velhos camaradas cujas conexões judaicas simbolizavam sua nova confiança cosmopolita após a vitória. Do mesmo modo, detestava qualquer pessoa com lealdades mistas, e notara que o Holocausto havia tocado e despertado os judeus soviéticos, mesmo entre os magnatas. Seu novo anti-semitismo emanava de sua nova paranóia, exarcebada quando o destino entrelaçou os judeus à sua família.

Não obstante, ainda fazia o papel de internacionalista, atacando amiúde as pessoas por serem anti-semitas e recompensando judeus em público (...).

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

STÁLIN (16): "EXPURGUEM A SINAGOGA!"



Stálin era um anti-semita conforme a maioria das definições, mas, até depois da guerra, tratava-se mais de um maneirismo russo do que uma obsessão perigosa. Jamais foi um racista biológico, como os nazistas. (...)

Porém, depois da guerra, a criação do Estado de Israel, a crescente consciência judaica dos judeus soviéticos e a Guerra Fria se combinaram com esse preconceito antigo para transformá-lo em um anti-semita assassino.